Arábia Saudita revoga imposição de código de vestimenta na F1. Mas só para estrangeiros

Organização do GP da Arábia Saudita de F1 voltou atrás em relação às imposições do código de vestimenta, mas medidas valem apenas para visitantes: locais ainda precisam seguir as regras

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Após repercussão negativa em torno do retrógrado código de vestimenta liberado para o GP da Arábia Saudita, marcado para os dias 3 a 5 de dezembro, a organização do evento voltou atrás. Recentemente, indicações sobre o que mulheres e homens poderiam ou não usar durante os três dias da F1 em Jedá foram divulgadas pela organização, que no entanto se manifestou tentando acalmar a situação.

O veículo destaca que o Ministério dos Esportes da Arábia Saudita voltou atrás e, em comunicado, ressaltou que o código de vestimenta não seria algo obrigatório, mas uma forma de indicar como os visitantes seriam “bem recebidos” no país. Entre as limitações, mulheres estariam impedidas de usar maquiagens, roupas com decote, vestidos, entre outras imposições.

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GP DA ARÁBIA SAUDITA; DRESS CODE;
O retrógrado e machista código de vestimenta do GP da Arábia Saudita (Foto: Divulgação)

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“O Ministério do Esporte expressa que não terá um código de vestimenta no circuito ou em qualquer lugar público de Jedá”, diz o comunicado.

“Isso se aplica a todo mundo, independentemente de gênero”, completa. No entanto, o texto não deixa de avisar os turistas para prestarem atenção e respeitarem as ‘sensibilidades culturais’ da Arábia Saudita. Entretanto, a medida é válida apenas para os visitantes: mulheres locais ainda precisam seguir as mesmas regras.

Antes mesmo do primeiro GP da Arábia Saudita da Fórmula 1, o assunto já vem gerando polêmica. O governo árabe é constantemente acusado de praticar ‘sportswashing’, ou seja, quando o país busca se livrar de sua má reputação por meio da realização de eventos esportivos com público, tentando passar aos fãs uma modernidade que fica restrita apenas à teoria.

Na prática, o país é associado regularmente a violações dos direitos humanos, repressão a jornalistas, que não podem realizar seus trabalhos de forma independente, e principalmente minorias, como mulheres e homossexuais, que são obrigados a seguir a extremamente conservadora lei islâmica.

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