Lindblad explica como simulador “tem sido crucial” para entender carros da F1 2026
Ainda que tenha destacado o papel importante do simulador no processo de adaptação aos novos carros da Fórmula 1, Arvid Lindblad deixou claro que "não é a mesma coisa que pilotar de verdade"
Prestes a iniciar a primeira temporada como titular na Fórmula 1 em 2026, Arvid Lindblad falou sobre algumas das dificuldades encontradas com o novo carro da categoria durante os testes coletivos no Bahrein. Em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, o piloto da Racing Bulls também destacou como o simulador “tem sido crucial” nesse momento de aprendizagem.
Durante os três dias de atividades no circuito de Sakhir, o britânico ajudou Liam Lawson a completar, juntos, 327 voltas pelo time de Faenza — exatamente 1.769 km percorridos. Ao anotar 1min37s470 como melhor tempo, o dono da VCARB 03 #41 encerrou em 19º na classificação geral, à frente apenas de Lance Stroll, Fernando Alonso e Sergio Pérez, que está voltando ao grid com a Cadillac.
Como as novas unidades de potência contam com uma distribuição 50/50 entre combustão e a parte elétrica, os competidores se incomodaram com a necessidade de realizar certas curvas em marchas mais baixas, para, desta forma, ajudar o motor a acumular energia para os setores de reta. Ao conversar com a imprensa, Lindblad admitiu que tem sido difícil se adaptar a esse novo estilo de pilotagem.
“Não foi fácil. Isso é algo que todos estamos experimentando”, começou. “É normal: quando você tem um motor novo, haverá coisas que não são perfeitas. E também, por causa do regulamento, há uma tendência de termos que usar marchas mais baixas, o que torna essas reduções ainda piores”, seguiu.

“Mas estamos trabalhando nisso, tentando melhorar. No geral, porém, não tem sido tão ruim, e o mérito é todo da Red Bull e da Ford, porque o motor tem sido forte e confiável”, acrescentou o britânico, que, por ser novato, foi questionado se leva alguma vantagem na hora de aprender a lidar com os novos carros em comparação com nomes mais experientes, como Lewis Hamilton e Fernando Alonso.
“Não sei. Talvez. Não é algo em que eu pense muito. As coisas são como elas são. Estou focado em trabalhar duro e me preparar para a temporada, porque é isso que vai me ajudar a ter um desempenho melhor”, destacou.
Na sequência, explicou como o simulador tem ajudado bastante nesse processo de adaptação, já que bons dados podem ser coletados por meio dele. “Há muita coisa em que estamos trabalhando no simulador e dá para aprender bastante. O valor do simulador nesse sentido tem sido crucial. Porém, ainda não é igual ao carro real na pista. É muito importante, mas não é a mesma coisa que pilotar de verdade”, encerrou.
A Fórmula 1 volta de 18 a 20 de fevereiro, também no Bahrein, com a segunda e última bateria de testes coletivos da pré-temporada 2026. Depois, segue para a Austrália, palco da abertura do campeonato, em 8 de março.
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