Aston Martin admite foco em ter carro ‘amigável’ para Alonso e Stroll na Fórmula 1
Chefe da Aston Martin, Adrian Newey explicou que tem trabalhado para que o AMR26 tenha uma janela de desenvolvimento maior que a do carro do ano passado
Adrian Newey afirmou que uma das preocupações no desenvolvimento do AMR26 foi deixá-lo mais fácil de pilotar, uma vez que o carro do ano passado foi uma questão por conta do efeito solo. O projetista da Aston Martin espera que tanto Fernando Alonso quanto Lance Stroll consigam extrair desempenho de forma constante na temporada 2026 da Fórmula 1.
Newey detalhou a abordagem que tem sido tomada no projeto do AMR26, primeiro carro da equipe de Silverstone com a assinatura do icônico projetista que se dedicou à Red Bull nos últimos 20 anos. Por conta das mudanças no regulamento de motores e também de chassis, Newey admitiu que só terá certeza do caminho escolhido quando o campeonato começar.
Mesmo assim, um ponto sensível do AMR25, carro do ano passado, foi a dirigibilidade complicada. “A geração anterior de carros com efeito solo, de 2022 a 2025, tornou-se bastante difícil de pilotar”, disse em entrevista ao site oficial do time. “O Aston Martin, infelizmente, foi um exemplo disso”, pontuou.
“Nesta nova fórmula, estamos tentando criar um carro do qual Lance e Fernando possam extrair um bom nível de desempenho de forma consistente”, completou.

A aerodinâmica ativa é um dos grandes desafios para 2026, portanto é natural que o engenheiro conhecido popularmente como ‘Mago da Aerodinâmica’ tenha as atenções voltadas para si. Mas a Aston Martin mais escondeu do que mostrou nos testes privados de Barcelona, chegando a andar propositalmente lenta, segundo análise do portal inglês The Race, para testar outros elementos.
Depois da passagem pelo circuito da Catalunha, a F1 segue para o Bahrein, e lá serão mais duas baterias de testes. Newey, então, foi questionado se o carro esmeraldino será competitivo já na primeira corrida do ano, em Melbourne.
“Tentamos construir algo que esperamos que tenha bastante potencial de desenvolvimento”, disse. “O que queremos evitar é um carro que saia bastante otimizado dentro de sua janela de desempenho, mas que careça de potencial de desenvolvimento”, seguiu.
“Tentamos fazer o oposto, por isso nos concentramos nos fundamentos, dedicando nossos esforços a eles, sabendo que alguns dos componentes — asas, carroceria, coisas que podem ser alteradas durante a temporada — terão potencial de desenvolvimento”, finalizou.
Após os testes coletivos em Barcelona, as equipes terão duas semanas para retornar às fábricas e trabalhar com base nos dados coletados nos últimos dias. Dessa forma, os carros só voltam à pista entre 11 e 13 de fevereiro, durante os testes de pré-temporada no Bahrein.
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