Aston Martin pede clareza à FIA sobre motor Mercedes: “Bom que todos comecem iguais”

Adrian Newey, chefe da Aston Mantin, vê Mercedes como "única não alinhada" aos demais no grid da Fórmula 1

Chefe da Aston Martin, Adrian Newey pediu clareza à FIA (Federação Internacional de Automobilismo) em meio ao debate em torno do motor do motor Mercedes. O veterano apontou que a marca alemã está “desalinhada” das demais e defendeu que é importante que todos iniciem a temporada da F1 em pé de igualdade.

O ano da Mercedes na Fórmula 1 começou com controvérsias. A equipe alemã explorou uma brecha no novo regulamento para ganhar uma vantagem de 0s3 por volta por meio da taxa de compressão, que é definida pela relação entre o volume máximo do cilindro ― quando o pistão está no ponto mais baixo ― e o volume mínimo ― quando o pistão está no ponto mais alto. A possibilidade de aumentar essa janela resultaria em cerca de 15 cavalos de potência a mais.

A questão, porém, que é a taxa de compressão é medida com o motor fora da temperatura ideal de funcionamento, mas, no caso do motor alemão, ela aumenta quando o propulsor está aquecido.

O feito, no entanto, desagradou Ferrari, Honda e Audi, que pressionaram a entidade máxima do esporte para que o isso não seja permitido. Inicialmente, a FIA atestou a legalidade do motor Mercedes, mas, depois, decidiu alterar os critérios do teste da taxa de compressão, que agora vai considerar os componentes aquecidos, mas em forma estática.

Adrian Newey (Foto: Aston Martin)

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O chefe da Aston Martin também pontuou que não se envolveu profundamente no assunto, especialmente por já ter que lidar com as questões da própria equipe, mas ressaltou que confia na FIA para lidar com a situação e aceitará qualquer que seja a decisão.

“Sou suspeito para falar a respeito, nitidamente. Todos estão alinhados, exceto uma montadora. Descobriremos em Melbourne como isso vai acabar”, disse Newey em entrevista à emissora britânica SkySports. “Mas, sinceramente, não estou prestando muita atenção nisso. Já tivemos desafios o suficiente no momento. Corremos um dia e meio em Barcelona, temos de entender muitas das nossas próprias coisas. Acompanhamos o caso pela mídia e confiamos na FIA”, acrescentou.

“Qualquer que seja a decisão, aceitaremos. Será bom que todos comecem com as mesmas regras. O primeiro ano do regulamento é crítico. Você não quer dar vantagem a uma montadora para os próximos quatro ou cinco anos. Por isso queremos clareza com isso. Mas, como disse, não nos aprofundamos nessas conversas ou decisões ainda, porque temos muitas outras coisas para fazer”, completou.

Fórmula 1 realiza o dia 1 de testes coletivos nesta quarta-feira (11), no Bahrein, das 4h às 13h (de Brasília, GMT-3). As atividades desta primeira bateria vão até sexta-feira (13). O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura IN LOCO com o repórter Leonid Kliuev.

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