Audi se coloca à disposição da FIA para ajudar a otimizar regulamento da F1 2026
Jonathan Wheatley, chefe da Audi, disse que a montadora alemã está à disposição da FIA para ajudar a otimizar o regulamento da F1 2026. Dirigente disse ainda que já trabalharam em conjunto ainda na pré-temporada
Chefe da Audi, Jonathan Wheatley disse que a montadora alemã está disposta a ajudar a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) a aprimorar o regulamento da Fórmula 1 2026 no intervalo entre o GP do Japão e o GP de Miami. A entidade planejava mudanças depois do GP da China, mas recuou e afirmou que vai analisar com mais cautela.
A F1 adotou em 2026 um novo pacote de regras, com alterações profundas no chassi e nas unidades de potência, incluindo divisão igual entre combustão e energia elétrica e maior necessidade de gerenciamento de bateria ao longo das corridas.
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A pré-temporada já levantou questões preocupantes e o principal temor era que os carros — muito dependentes da gestão de energia — pudessem produzir corridas pouco emocionantes. A reação negativa após a corrida em Melbourne — tanto de alguns pilotos quanto de fãs — chegou a aumentar a pressão por mudanças rápidas. No entanto, o cenário mudou após as corridas disputadas em Xangai, que apresentaram disputas intensas tanto na prova sprint quanto na principal.
A avaliação predominante no paddock é de que alguns pontos ainda precisam ser discutidos, como o formato da classificação e determinados aspectos técnicos considerados complexos, mas não há problemas graves o suficiente para justificar alterações imediatas no regulamento.

A FIA ainda trabalha para otimizar alguns problemas que surgiram no início do regulamento, incluindo a falta de segurança nas largadas e constantes reclamações dos pilotos sobre a economia de energia, ao ponto de precisarem tirar o pé até em uma volta de classificação. A categoria vai aproveitar a folga ocasionada pelo adiamento das provas no Bahrein e na Arábia Saudita para debater o assunto de forma mais profunda e cautelosa.
Wheatley disse que a Audi, que entrou na F1 justamente por conta da divisão igualitária entre a potência elétrica e a do motor a combustão, está disposta a ajudar o órgão regulador do esporte no intervalo sem corridas em abril.
“Temos sido abertos e colaborativos com a FIA. Tentamos várias soluções para isso no último dia de testes no Bahrein para ver qual seria o resultado. Acho que isso demonstra tudo, que estamos à disposição e trabalhando com eles”, enfatizou Jonathan.
“Estamos tentando ver se há algo que possamos fazer para apoiá-los. Se alguma coisa precisar mudar, faremos o possível para ajudar a FIA a fazer isso acontecer”, completou o chefe da Audi.
A Fórmula 1 retorna em duas semanas, entre os dias 27 e 29 de março, com o GP do Japão, em Suzuka.
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