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F1

Áustria condiciona realização de GP a “conceito de segurança” adotado pela F1

Segundo o ministro da Saúde da Áustria, Rudolf Anschober, somente um amplo plano de segurança e restrições vai fazer com que o país libere a realização da corrida, proposta pela F1 para 5 de julho. Já o ministro dos Esportes, Werner Kogler, disse que “não há motivos para proibir o evento”, desde que sejam cumpridos os requisitos sanitários

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
Se depender do desejo da Fórmula 1, a temporada 2020 vai começar em 5 de julho com a disputa do GP da Áustria. Só que vai ser preciso muito além do que simplesmente vontade para que a corrida de fato seja realizada no Red Bull Ring. O país europeu, que de acordo com a última atualização feita pela Universidade Johns Hopkins tem 15.402 infectados e 580 vítimas fatais, exige um amplo cronograma restritivo, que engloba medidas sanitárias e de segurança, para que o evento seja feito de modo a minimizar os riscos de infecção pelo Covid-19. E, definitivamente, com portões fechados.
 
Nesta terça-feira (29), o ministro da Saúde da Áustria, Rudolf Anschober, concedeu entrevista coletiva na qual falou sobre as últimas medidas tomadas pelo país para conter o avanço da pandemia e também tratou da possível realização daquela que a F1 projeta ser a abertura da temporada. 
 
Durante vários trechos da entrevista, Anschober ressaltou que todos devem trabalhar em um “circuito fechado” e lembrou que a corrida só vai em frente mediante a restrições bem definidas.
Corrida na Áustria? Vai depender das medidas de segurança tomadas pela F1 (Foto: Mercedes)
“Depende completamente do conceito de segurança que os organizadores vão trazer consigo. Só vamos permitir tais eventos diante de condições estritas e, claro, acho que é evidente levando em conta a situação, sem público”, declarou o político em fala publicada pelo jornal ‘Ö1’.
 
A Red Bull, proprietária do circuito que recebe o GP da Áustria, surge como a maior interessada na realização da corrida. Recentemente, Helmut Marko, consultor da marca de bebidas energéticas para a F1, ressaltou os planos da categoria no que diz respeito a restrições e cuidados para evitar a propagação do vírus no paddock.
 
“Os preparativos estão a todo vapor para que possamos começar em 5 de julho. Nós ficaríamos muito orgulhosos por começar pelo nosso próprio país. Sou um fã apaixonado nesse sentido, mas é muito importante começarmos a dar um sinal positivo”, disse Marko à emissora alemã RTL.
 
Para poder iniciar a temporada, a F1 está elaborando planos para poder lidar com o novo coronavírus.
 
“Você tem de fazer um teste, levar o resultado com você e ele não pode ter mais de quatro dias. Desta forma, poderemos prevenir infecções no paddock e, além disso, o uso de máscaras é obrigatório”, explicou.
 
Outra medida é reduzir o número de pessoas no paddock. Para isso, as equipes terão de reduzir o quadro de funcionários presentes na etapa, assim como a organização. Além disso, os jornalistas também ficarão longe do paddock.
 
“É a vontade de muitos que a gente inicie outro campeonato. Se tivermos duas corridas seguras, então você também tem um efeito dominó e logo alcança um calendário de 15 corridas”, concluiu.
 
Já o ministro dos Esportes da Áustria, Werner Kogler, lembrou que não há motivos para vetar o evento, desde que sejam cumpridas as normas estabelecidas pelo Ministério de Saúde do país.
 
“Se forem cumpridos os requisitos, não vejo razão para proibi-lo. Queremos torná-lo possível”, disse em entrevista veiculada pelo canal local ORF. O político, contudo, lembrou que a F1 não vai ter privilégios em relação a outro esporte e que a categoria vai ter de respeitar as regras do país, sobretudo quanto às normas aduaneiras e de entrada e saída. 
 
As fronteiras, bem como em boa parte da Europa, estão fechadas na Áustria, situação que deve perdurar pelo menos até 15 de maio, de acordo com a proposta feita pela União Europeia.

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