Bottas alfineta pilotos por acidente em relargada em Mugello: “Olhem os retrovisores”

Valtteri Bottas reconhece que demorou para pisou fundo após o primeiro safety-car, mas sente que não fez nada errado em lance que resultou em grande acidente. O finlandês se vê sem culpa e pede que os pilotos de trás “não chorem” e “olhem seus retrovisores”

Valtteri Bottas acompanhou pelo espelho retrovisor um dos momentos mais tensos do GP da Toscana. Na relargada após o primeiro safety-car, o finlandês demorou para acelerar, o que causou efeito sanfona e levou a um acidente de maiores proporções no fim do grid. Bottas chegou a ser criticado, mas já se defendeu: os pilotos do fundão deviam prestar mais atenção ao invés de apontar o dedo para o líder.

“Nós estamos liberados para correr depois de passar da linha de controle, que já existe há algum tempo”, comentou Bottas. “A diferença é a decisão esse ano de apagar as luzes do safety-car bem tarde, então você só consegue tentar abrir uma vantagem bem tarde. É claro que, estando na liderança, você quer maximizar suas chances. Não tenho culpa alguma nisso, todo mundo pode olhar tudo que quiser nisso. Eu estava em velocidade consistente até a hora de acelerar. Sim, foi tarde, mas a gente só começa depois de passar pela linha de controle, não antes. Os caras que bateram por causa disso, eles podem olhar seus retrovisores. Não faz sentido ficar chorando”, reclamou.

Enquanto Bottas ainda segurava o ritmo, pilotos da metade de trás do grid acharam que a relargada já estava autorizada e pisaram fundo. Quatro pilotos bateram e abandonaram no ato: Kevin Magnussen, Nicholas Latifi, Antonio Giovinazzi e Carlos Sainz Jr. Nada menos do que 12 pilotos foram advertidos por postura inadequada, e Bottas não foi um deles.

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Valtteri Bottas foi áspero ao recordar relargada de domingo (Foto: LAT Images/Mercedes)

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Mesmo se vendo sem culpa, Bottas pede maior atenção da direção de prova com relargadas. O finlandês sente que é necessário rever decisões e parar de autorizar bandeira verde de última hora.

“Não sei quem decide as coisas com o safety-car, mas eles tentam melhorar o espetáculo. Eles desligam as luzes [do safety-car] tarde, então você não consegue uma vantagem cedo. Vocês não consegue, por exemplo, acelerar uma curva antes da reta principal. Talvez seja a hora de pensar se essa é a coisa certa e segura a ser feita”, encerrou.

Os quatro abandonos em plena reta principal forçaram a F1 a acionar bandeira vermelha. Este foi um dos elementos de uma corrida caótica que terminou sem final feliz para Bottas: o finlandês voltou a ser derrotado por Lewis Hamilton, terminando em segundo.

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