F1

Brawn diz que chefe da Ferrari herdou situação “definitivamente nova” e sai em defesa da proteção a Vettel

O diretor-esportivo da Fórmula 1, Ross Brawn, defendeu a decisão de Mattia Binotto, chefe da Ferrari, de escolher uma linha de proteção a Sebastian Vettel em detrimento a Charles Leclerc durante o começo da temporada 2019. Brawn ainda avaliou que a Ferrari precisa ser perfeita se quiser duelar com a Mercedes pelo título

Grande Prêmio / Redação GP, do Rio de Janeiro
As decisões da Ferrari são pauta mais uma vez após o GP da China. Pela terceira vez em três corridas, a escolha foi proteger Sebastian Vettel em detrimento de Charles Leclerc. Enquanto o chefe Mattia Binotto sofre críticas, o diretor-esportivo da Fórmula 1, Ross Brawn, saiu em defesa.
 
Brawn, o diretor-técnico da equipe italiana nos anos de domínio de Michael Schumacher, afirmou que Binotto herdou uma situação complexa ao assumir a chefia que era de Maurizio Arrivabene nos últimos anos. Com isso, faz o melhor possível.
 
"Mattia se encontra tendo que gerenciar o que é definitivamente uma situação nova na Ferrari, na forma de dois pilotos lutando em nível mais alto. Por enquanto, Mattia está conduzindo a situação bem, lidando de um lado com um jovem talentoso como Leclerc ao mesmo tempo em que tem de controlar um recurso valioso como é Vettel, um tetracampeão mundial que já se mostrou capaz de lidar com pressão no passado", afirmou. 

"É sem dúvidas um ano complicado para Sebastian e o pódio em Xangai vai aumentar a confiança, enquanto Charles mostrou enorme maturidade ao aceitar as decisões da equipe que não são fáceis de digerir", seguiu.
Ross Brawn (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Sobre a corrida pelo título, Brawn destacou que a Ferrari ainda não apareceu irreparável para alguma das corridas do ano. Caso isso não passe a acontecer, a esperada briga com a Mercedes não vai acontecer. 
 
"No Bahrein, o time teve o desempenho, mas não a confiabilidade; na China, o desempenho não estava no nível de brigar com a Mercedes pela pole no sábado ou pela vitória no domingo. Assim, depois de terminarmos a pré-temporada convencidos que seria uma disputa igual contra a Mercedes, a Ferrari sai atrás tento no Mundial de Pilotos quanto no de Construtores, onde a desvantagem já é bem grande", opinou.
 
"As primeiras três corridas confirmaram que se a Ferrari quiser desafiar a Mercedes tudo tem que se perfeito em todos os níveis: desempenho, confiabilidade e trabalho de equipe. É o que Binotto e seu pessoal precisam fazer e, conhecendo Mattia, tenho certeza de que vai devotar todas as suas energias para assegurar que isso acontece", encerrou.
 
A F1 volta em 28 de abril, no Azerbaijão.