F1

Brawn exalta tenacidade do “por vezes intocável” Rosberg e lembra opinião de Schumacher: “Achava-o muito bom”

Ross Brawn, ex-chefe de Nico Rosberg na Mercedes, não tenta esconder que o alemão é menos piloto que Lewis Hamilton numa comparação com o auge dos dois ou sequer que não seja assim tão divertido. Mas garante: sua consistência e tenacidade são muito fortes. Tanto que ganhou o respeito também de Michael Schumacher em seus dias de companheiros de equipe

Warm Up / Redação GP, do Rio de Janeiro
 

Ross Brawn conhece Nico Rosberg, foi chefe dele na Mercedes entre 2010 e 2013 e viu de perto os anos anteriores ao surgimento da Era Mercedes - na qual teve grande responsabilidade, diga-se. E com tal conhecimento, Brawn se mostra impressionado pela garra e consistência que o alemão mostrou durante a temporada que se define neste final de semana
 
O ex-chefe da Mercedes não tenta fugir do fato de que Rosberg não é um piloto que encante tanto ou que Lewis Hamilton seja mais piloto quando está em seus dias. Mas seus dias, aponta Brawn, demoram mais para aparecer que os do regular alemão. 
 
"A tenacidade de Nico de continuar abrindo e nunca desistir é admirável. Existe uma percepção que quando Lewis está bem, Nico é uma fração atrás dele. Mas talvez Nico seja mais consistente e encontre seu máximo com mais frequência que Lewis", disse.
 
"Ele talvez não seja tão divertido em alguns aspectos, mas você precisa admirar a sequência que ele teve para começar a temporada. Caiu um pouco por um tempo, depois voltou ao topo. Fez tudo que você poderia esperar de um campeão mundial. Em algumas semanas, Nico foi intocável. Lewis não chegou sequer perto dele e nem entendeu o motivo", seguiu.
 
"Lewis pode ser muito especial. Quando ele está num dia bom, você vê o controle do carro, é um passo acima que os grandes pilotos alcançam. Você está testemunhando algo realmente incrível com Lewis quando isso acontece", elogiou.
Nico Rosberg respondeu as perguntas dos jornalistas em Abu Dhabi, palco da decisão da F1 em 2016 (Foto: Mercedes)
"Os grandes fazem isso mais que o resto. Todo mundo tem seu dia, mas Lewis consegue isso mais vezes. O tipo de condições que vimos no Brasil separam Lewis e Nico. Em algumas corridas em condições assim, Lewis abriu muito mais que em condições normais", avaliou.
 
Brawn ainda contou uma história sobre Michael Schumacher, de quando o heptacampeão saiu da aposentadoria para guiar uma Flecha Prateada em 2010. E como os resultados atuais de Rosberg mostrem como aquele retorno de Schumacher foi não de vexame, mas de competição com um piloto de altíssimo nível.
 
"Quando Michael voltou à F1, para a Mercedes, as pessoas acharam que ele tinha perdido um pouco o brilho, mas numa reflexão atual e vendo as atuações de Nico então, eu acho que você tira uma perspectiva diferente na pilotagem de Michael naqueles dias. Michael sempre pensou que Nico era muito bom. Sempre teve muito respeito por ele", garantiu.
 
Neste domingo, Rosberg pode se tornar campeão mundial pela primeira vez: basta não perder a vantagem de 12 pontos que possui.
 
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