Brawn persegue meta de reduzir custos das equipes, mas insiste que modelo não pode sacrificar nível técnico da F1

Ross Brawn segue trabalhando para encontrar uma forma de reduzir os custos das equipes, mas sem sacrificar o nível técnico da F1. O dirigente inglês deseja reformular o atual modelo de distribuição das receitas, para melhorar a saúde financeira dos times e proporcionar maior competitividade

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Diretor-esportivo da F1, Ross Brawn segue estudando formas de tornar a maior das categorias em um campeonato mais equilibrado e competitivo, mas afirmou que o Liberty Media não deseja também "baixar o nível técnico" das equipes maiores, mesmo perseguindo o objetivo de reduzir os custos.

 
A empresa norte-americana completou a aquisição da F1 em janeiro e vem expressando, desde então, a vontade de implantar um sistema mais igualitário no que diz respeito à distribuição das receitas entre as escuderias do grid, tão logo o atual Pacto da Concórdia se encerre, em 2020. 
 
Uma vez mais, Brawn insistiu na meta de reformular o modelo de divisão da renda da F1, mas não deseja que isso sacrifique a composição atual das equipes. "É um processo circular", disse o inglês sobre os procedimentos para o corte de custos.
 
"Ter uma discussão com as equipes sobre a divisão das receitas é difícil se você não apresentar os dois lados. Nós temos de mostrar a elas como queremos ver esse esporte crescer com relação aos investimentos que as equipes fazem, que é bastante substancial. Acho justo dizer que não existe uma equipe na F1 que não queira uma redução nos custos", explicou.
Ross Brawn busca modelo que reduça os custos, mas sem sacrificar a parte técnica (Foto: Sauber)
"Mas uma coisa que gostaria de deixar claro também é que não queremos que a F1 baixe o nível técnico. A F1 ainda precisa ser uma aspiração para as equipes. Nós não queremos que todas as equipes sejam exatamente as mesmas. Então, ainda queremos ver escuderias ambiciosas. Portanto, ainda temos de ter no grid times como a Ferrari, a Mercedes e a Red Bull e que inspirem outras a vencer", completou o dirigente.
 
Brawn, entretanto, não deseja ver um único time vencendo. "Não queremos um domínio. Nós precisamos ter um ambiente em que uma equipe que faça um bom trabalho possa ir bem também. Não queremos uma situação em que o poder financeiro permita que uma equipe adquira uma posição tão dominante, como aconteceu nos últimos anos", alertou.
 

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Diante desse cenário, parte do desafio do Liberty Media é convencer as maiores equipes a concordar com uma redução na distribuição anual da premiação – com a ressalva de que seus gerais também serão reduzidos. 
 
Ex-diretor financeiro de Honda, Brawn e Mercedes, Nigel Kerr – cujo o contrato com os novos donos da F1 foi anunciado no mês passado – foi encarregado de estudar as despesas atuais das equipes e dizer o que poderia ser mudado em um novo pacote de regras. "Queremos garantir que, quando apresentarmos as nossas ideais, elas sejam muito bem pesadas e que todos os elementos tenham sido adequadamente levados em consideração, discutidos, para, então, termos uma proposta completa para levar adiante."
 
"A tarefa de Nigel será ajudar a construir modelos financeiros que possam mostrar o caminho para as equipes. E isso também precisa estar em cooperação com a FIA, porque ela é o órgão que regula o esporte. Nós queremos apoiar todas essas atividades e elaborar propostas que possam melhorar o esporte. Mas o debate da distribuição da renda precisa ser acompanhado de um modelo para controlar os custos ou os investimentos necessários na F1", encerrou.
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