Campeão do mundo de 1996, Hill afirma que Ferrari fez por merecer privilégios que tem na F1

O inglês disse que o ideal era um esporte em que todas as equipes são iguais, mas reconheceu que o investimento feito pela montadora italiana nas últimas décadas fez com que ela pudesse usufruir dos benefícios

No que depender do ex-piloto e agora comentarista Damon Hill, a Ferrari merece os privilégios que tem na F1. Após Bernie Ecclestone revelar que a equipe italiana tem poder de veto na escolha do sucessor, o campeão do mundo de 1996 disse que o ideal seria um esporte em que todos os times fossem iguais, mas o compromisso de décadas que a esquadra de Maranello tem com o certame fez com que ela recebesse esses benefícios.

“A Ferrari sempre foi uma exceção neste esporte, e há uma boa razão para isso”, disse o ex-piloto à CNN. “Pessoalmente, eu não vejo como você pode ter um esporte livre quando um competidor tem um status especial, mas parece haver alguma razão de marketing. Equipes que têm um longo compromisso acabam tendo privilégios, e isso é bastante justo”, declarou o inglês.

Damon Hill achou normal o poder de veto da Ferrari (Foto: Getty Images)

“Esse é o poder que a Ferrari sempre teve sobre o esporte”, completou o inglês, reconhecendo que boa parte do apelo que a F1 teve nas últimas décadas se deve à presença da Ferrari.

Embora a posição de destaque do time italiano no campeonato não seja uma novidade, ela veio à tona na última semana, quando Ecclestone apontou o chefe da Red Bull, Christian Horner, como sucessor ideal no comando da categoria. A ideia, no entanto, logo foi rechaçada por Luca Di Montezemolo. Assim, apontando o poder de veto, restou ao ainda chefão da F1 concordar com o dirigente ferrarista.

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