CEO da F1 fala em “mês importante” para entrada do Grupo Volkswagen em 2026

Ex-funcionário do Grupo Volkswagen como CEO da Lamborghini, Stefano Domenicali disse que a bola está com a empresa alemã sobre uma possível entrada na Fórmula 1 em médio prazo

WILLIAMS-AUDI E McLAREN-PORSCHE: É POSSÍVEL A PARTIR DE 2025-2026 NA F1?

O primeiro mês de 2022 traz algumas expectativas dentro do universo da Fórmula 1. Uma delas diz respeito aos anúncios das datas de lançamento dos carros das equipes para a temporada que terá início em 20 de março, no Bahrein. Há pela frente, também, a perspectiva de outro anúncio deveras importante: a possível entrada do Grupo Volkswagen na Fórmula 1 como fornecedora de motores a partir de 2026.

No fim do ano passado, o Conselho Mundial do Esporte a Motor aprovou a definição de uma nova especificação de motores da Fórmula 1 para vigorar justamente a partir de 2026. Entre as mudanças está a remoção do elemento MGU-H e a determinação de um teto de gastos imposto às fabricantes das unidades motrizes.

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PORSCHE; LMDh; PROTÓTIPO;
O Grupo Volkswagen, por meio de Porsche e Audi, cogita entrar na F1 em 2026 (Foto: Porsche AG)

Stefano Domenicali, presidente e CEO da Fórmula 1 desde o começo de 2021, acredita que janeiro será decisivo para a decisão da empresa alemã de ingressar, ou não, no Mundial dentro de quatro anos. Circula no paddock da categoria a informação de que Porsche e Audi, marcas do Grupo Volkswagen, têm grandes chances de fazer parte do programa da F1 em 2026.

Segundo a revista alemã Auto Motor und Sport, o Grupo Volkswagen havia definido como prazo para decidir sobre entrar ou não na Fórmula 1 a data de 15 de dezembro. Até então, não houve nenhum anúncio oficial a respeito.

“Acho que temos um mês importante pela frente em termos de decisão do Grupo Volkswagen. Seria ótimo se eles aderissem, mas não posso falar em nome da Volkswagen. Fiz parte deste grupo incrível por alguns anos e sei o quão duro eles estão trabalhando de olho no futuro”, declarou o executivo em entrevista ao site alemão Sport1.

Domenicali atuou como CEO da Lamborghini, outra marca do Grupo Volkswagen, entre 2016 e 2020 e, portanto, conhece bem a filosofia de trabalho dos alemães. Na visão do dirigente italiano, a montadora aposta em novos tempos da Fórmula 1 para evoluir sua tecnologia de motores híbridos em meio ao avanço de uma indústria automobilística cada vez mais verde.

“Nosso combustível sustentável, que planejamos usar junto com os novos motores híbridos com maior conteúdo elétrico, pode dar a eles uma segunda rota ao lado da eletromobilidade”, salientou. “E isso se aplica não somente ao Grupo Volkswagen, mas a todas às montadoras”, acrescentou.

O chefão da Fórmula 1 lembrou que a decisão agora está com os alemães. “Com relação à Volkswagen, contudo, espero que eles tomem uma decisão em breve. Depende deles agora dar o passo final”.

Uma eventual entrada do Grupo Volkswagen poderia significar também um aumento do interesse da Alemanha, com os circuitos de Hockenheim e Nürburgring, de voltar a receber uma etapa da Fórmula 1? Domenicali acredita que sim.

“Espero que este seja um elemento positivo adicional. Mas já temos a Mercedes, que ganhou o título do Mundial de Construtores e domina a Fórmula 1 desde 2014. Oito títulos consecutivos dos Construtores, algo que ninguém havia conquistado antes. Mas qualquer coisa que aumente o interesse dos alemães é bem-vinda”, concluiu.

Como seria a pintura de um carro da Audi na Fórmula 1 com nova configuração (Vídeo: Chris Paul Design)
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