CEO da McLaren cutuca e diz que Verstappen manda na Red Bull: “Obedientes e com medo”

Zak Brown, CEO da McLaren, criticou gestão da Red Bull por se tornar "equipe de um homem só, um pequeno império do próprio piloto"

CEO da McLaren, Zak Brown disparou contra a forma de gestão da Red Bull. O norte-americano apontou que a estrutura do time taurino gira em torno de Max Verstappen, que teria mais poderes que o chefe de equipe. O dirigente indicou que todos em Milton Keynes tem medo do tetracampeão mundial de F1.

Em seu livro Seven Tenths of a Second — Sete Décimos de Segundo, em tradução literal —, Brown critica a forma como a Red Bull gere essa situação, que, para o CEO da McLaren, é algo que acontece antes mesmo da demissão de Christian Horner, que deixou Milton Keynes durante a temporada 2025 e deu lugar a Laurent Mekies, promovido da Racing Bulls.

O comandante da McLaren declarou que a Red Bull faz de tudo para manter Verstappen na equipe e, por essa razão, indicou que tudo gira em torno do neerlandês. O dirigente apontou que, por essas e outras, a equipe de Milton Keynes nem procura um piloto que possa representar algum tipo de ameaça ao tetracampeão da F1.

“Outro exemplo é a regra Max Verstappen na Red Bull. Falo regra de propósito. Às vezes, muito antes do Christian Horner ser demitido no meio da temporada 2025, parecia que o Max era quem estava comandando a equipe”, disse o CEO da McLaren.

CEO da McLaren indica que tudo gira em torno de Max Verstappen na Red Bull
Max Verstappen (Foto: Rodrigo Berton/Agência Warm Up)

“Todos parecem obedientes a ele. Todos parecem com medo dele. O carro é feito sob medida para Max a ponto de ser difícil para qualquer um pilotar com efetividade. A Red Bull tende a não escolher um segundo piloto que represente qualquer ameaça ao Max; caso contrário, Carlos Sainz teria sido uma escolha óbvia [para 2025]”, continuou o comandante da McLaren.

“Max é um piloto brilhante, e eles morrem de medo de perdê-lo, e a forma que escolheram para evitar isso é mantê-lo feliz acima de tudo. Se isso significa se tornar uma equipe de um homem só, um pequeno império do próprio piloto, estão dispostos a fazer isso”, completou Brown.

Brown relembrou seus antecessores — Ron Dennis e Mansour Ojjeh — para argumentar que jamais faria algo do tipo na McLaren. Vale destacar que o time de Woking conviveu com duas das maiores rivalidades internas da história da F1: as disputas entre Ayrton Senna e Alain Prost no fim da década de 1980 e entre Fernando Alonso e Lewis Hamilton em 2007.

“Não é assim que quero liderar na McLaren. E, para ser justo com Ron e Mansour, que comandaram a McLaren por tanto tempo, também não era assim que eles queriam fazer as coisas. Esse tipo de injustiça, esse sufocamento da competição, não faz parte da nossa filosofia como empresa”, encerrou Brown.

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SessãoBRA*CBVPOR
ANG
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Treino livre 201:0003:0005:0006:00
Treino livre 321:3023:3001:3002:30
Classificação01:0003:0005:0006:00
Corrida01:0003:0005:0006:00

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