Leclerc vê “verdadeiro teste” para Ferrari, mas aposta em problemas “ainda mais visíveis”

Desde o GP da Espanha, a Ferrari vem sofrendo com os quiques em alta velocidade, por isso Charles Leclerc não espera muito para o GP da Bélgica, na rápida Spa-Francorchamps

Depois de mais uma dolorosa derrota para a Mercedes e num circuito onde esperava ser mais rápida, a Ferrari chega a Spa-Francorchamps neste fim de semana ciente de que a tendência é que os problemas decorrentes dos trechos de alta velocidade fiquem ainda mais evidentes. Essa é a previsão de Charles Leclerc, apesar dos passos “na direção certa”, no entendimento do monegasco.

A principal questão da SF-24 são os quiques em alta velocidade que surgiram desde a atualização do assoalho em Barcelona, Espanha. De lá para cá, a equipe de Maranello começou a ver Red Bull e McLaren distantes, e agora até o time comandado por Toto Wolff cresceu a ponto de bater a Ferrari em um circuito teoricamente favorável a ela: Hungaroring.

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Pista travada, de baixa velocidade e técnica, a Mercedes encontrou um caminho com as atualizações que foi suficiente para segurar Max Verstappen no duelo travado contra Lewis Hamilton pelo pódio. Leclerc acabou contando com a boa estratégia para também superar o neerlandês, terminando em quarto, mas a performance foi abaixo do esperado.

Agora, na Bélgica, circuito com curvas de alta velocidade, a expectativa está totalmente contida. “Acho que uma pista como Spa será um verdadeiro teste para nós, pois é provavelmente o local onde espero que nossos problemas sejam mais visíveis”, começou Leclerc.

Charles Leclerc ficou em quarto na Hungria (Foto: Ferrari)

“Lá veremos se temos a confirmação de que ainda há muito trabalho a fazer antes de resolvermos nossos problemas ou se as atualizações deste fim de semana [na Hungria] nos ajudaram a dar um passo à frente nesse tipo de pista. Em circuito de alta velocidade, espero que tenhamos um pouco mais de dificuldade”, acrescentou.

Ao contrário da escolha feita para Silverstone — outra clássica pista de alta velocidade —, a Ferrari não vai usar o pacote de Ímola, mais resistente ao bouncing (saltos decorrentes da rigidez do carro, ao contrário do porpoising, fenômeno que vem do efeito-solo). Ainda assim, a esquadra do Cavallino Rampante planeja outros ajustes para amenizar o problema na corrida belga.

“O conhecimento existe. A questão com esse problema que enfrentamos é que ele vai e volta. É muito difícil ver melhoria. Talvez tenhamos isso por menos tempo, mas não é como se melhorasse a intensidade. Então, sempre que aparecer, lá estará”, seguiu.

“Estamos dando passos na direção certa. Ainda não tenho certeza se será suficiente que não apareçam, mas esperamos que seja novamente uma dificuldade em Spa”, concluiu.

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