Chefe da McLaren alfineta e pede que Ferrari revele detalhes de acordo com FIA

Diretor-executivo da McLaren, Zak Brown voltou a pedir que a Ferrari revele os detalhes do acordo secreto que firmou com a FIA. Em 2019, o motor da escuderia italiana foi alvo de questionamentos após um ganho de performance na segunda metade da temporada

Diretor-executivo da McLaren, Zak Brown ainda não esqueceu o acordo secreto feito entre a Ferrari e a FIA (Federação Internacional de Automobilismo). O dirigente voltou a pedir transparência à escuderia de Maranello e aproveitou para dar uma alfinetada na rival.
 
O propulsor do time italiano esteve no centro de uma polêmica na última temporada. Com crescimento de rendimento no segundo semestre, a Red Bull acusou a adversária de algo irregular no motor. A suspeita era no fluxo do combustível do motor.
Zak Brown (Foto: IndyCar)
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A entidade máxima do automobilismo, então, emitiu um comunicado que dizia que “a FIA anuncia que, após investigações técnicas, concluiu a análise de operação da unidade de potência da Ferrari e achou um acordo. As especificações desse acordo vão ficar entre as partes. A FIA e o time concordaram em uma série de compromissos técnicos que vão melhorar o monitoramento de todos os motores da Fórmula 1 nos próximos campeonatos, assim como ajudar a FIA em outras tarefas regulatórias da F1 e em suas pesquisas de emissão de carbono e combustíveis sustentáveis”.
 
A reação das rivais não tardou e sete equipes ― McLaren, Mercedes, Racing Point, Williams, Renault, Red Bull e AlfaTauri ― se disseram “surpresas e chocadas”. Assim, praticamente todo o grid ― com exceção da Ferrari e suas clientes Haas e Alfa Romeo ― cobrou lisura da entidade e ameaçaram entrar na justiça pedindo “reparação legal”.
 
O movimento, porém, perdeu força com o afastamento da Mercedes deste grupo, já que a Daimler, empresa dona da marca, entendeu que não seria bom fazer parte de uma ação judicial que tinha potencial para manchar a imagem da Fórmula 1. 
 
Presidente da FIA, Jean Todt declarou no início de abril que ficaria feliz em revelar os detalhes do acordo, mas, pelo regulamento da entidade, só pode fazer isso com o aval da Ferrari. 
 
A reação de Brown acontece na esteira de uma entrevista de Mattia Binoto, chefe da Ferrari, ao jornal inglês ‘The Guardian’. Falando sobre o teto orçamentário da F1, o italiano declarou que tinha o “dever ético” de cuidar de sua equipe.
 
“Sou a favor de ter deveres éticos. E, de acordo com a ética, acho que seria ótimo se Mattia dividisse conosco, como a FIA se voluntariou para fazer, quais são os detalhes por trás do acordo secreto que eles fizeram sobre a suposta violação do regulamento em torno de seus motores”, disse Brown. “Enquanto discutimos ética e transparência, acho que seria um bom momento e tempo bem gasto”, completou.

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