Chefe da Mercedes lembra contratos em vigor e diz que tentativa da FIA de reduzir custos dos motores é “grande desafio”

O chefe da Mercedes, Toto Wolff, fez algumas ressalvas sobre a proposta para redução de custos da produção dos motores apresentada pelo presidente da FIA, Jean Todt, após a última reunião do Grupo de Estratégia da F1

O chefe da Mercedes, Toto Wolff, espera que o plano do presidente da FIA, Jean Todt, para reduzir os custos da produção dos motores na F1 teria um grande peso nos planos de negócio previamente traçados pelas construtoras.
 
Apesar da ideia em tese parecer imediatamente ótima, já que as fabricantes gastam entre R$ 68,5 e 83,5 milhões, Wolff sublinho que reduzir os custos implicaria em alterar os contratos atualmente em vigor entre fornecedores e clientes. 
 
"Seria muito impactante à situação, porque numa corporação grande você arma sua case de negócio, justifica seu investimento e assina contratos. Se isso precisar ser ajustado ou mudado por causa do ambiente, que se tornou mais complicado, então é um grande desafio para uma organização como a nossa. Você precisa aparecer com uma solução, um plano, e precisa justificar o motivo de estar mudando coisas, então é complexo. Tem um impacto", disse.
Os 'cabeças' da Mercedes, Niki Lauda e Toto Wolff (Foto: Beto Issa)
Apesar das preocupações contratuais, Wolff afirmou que a Mercedes irá analisar onde é possível – caso seja possível – diminuir os custos de produção.
 
"Todt quer tentar reduzir os preços dos motores para os fabricantes e os times menores porque eles são uma grande parcela do orçamento geral e levamos muito sério. Estamos analisando as coisas. Infelizmente a situação é que armamos um case de negócios com esses motores com um investimento menor", seguiu.
 
"Nós sabemos que é uma proposta importante, então estamos a afiando nossos lápis e analisando. Prometemos voltar com uma resposta para se isso é cabível ou não", afirmou Wolff.
 
A Mercedes alimenta outros três times na F1 com seus motores – Williams, Lotus e Force India.

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