Mercedes diz que mudanças de regras na F1 têm “objetivo de mudar ordem” de forças

Toto Wolff, chefe da Mercedes, deixou claro que a força hegemônica na Fórmula 1 desde 2014 vai seguir em ação até para provar que “não pode ser parada” em razão das mudanças no regulamento. O austríaco notou perda de performance em 2021 “entre 0s5 ou mais por volta”

Jason Dupasquier sofre acidente muito grave no fim da classificação da Moto3 em Mugello (Vídeo: Reprodução)

A Fórmula 1 adotou mudanças que podem parecer sutis, mas que têm feito bastante diferença na performance das equipes do ano passado para 2021. As principais modificações no regulamento técnico dizem respeito à aerodinâmica dos carros, sobretudo nos assoalhos, mas houve também alterações até mesmo na duração dos treinos livres de sexta-feira, que perderam 30 minutos em cada uma das sessões. Para 2022, vem aí uma verdadeira revolução com a adoção de uma nova geração de carros e pneus de 18”, já em fase intensa de testes.

É claro que mudanças, sutis ou mais profundas, incomodam quem domina o esporte, como a Mercedes, força hegemônica da Fórmula 1 desde o início da era híbrida de motores, em 2014. Se outras equipes têm neste processo de transformação da categoria a oportunidade de voltar a sonhar com vitórias e títulos, para Toto Wolff, chefe da equipe heptacampeã do mundo, as modificações no regulamento têm como objetivo justamente demover a Mercedes do posto de #1.

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Com mudança nas regras, a Mercedes já não nada mais de braçada na F1 em 2021 (Foto: Mercedes)

Por isso, em entrevista ao jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung, o dirigente austríaco deixou claro que a Mercedes vai seguir na Fórmula 1 para provar que pode continuar dominando e enfileirando títulos mesmo com mudanças que, na visão de Wolff, servem justamente para parar a equipe de Brackley.

“Queremos provar que também não podemos ser parados por essas mudanças”, declarou o ex-piloto e chefe da Mercedes.

Ao falar sobre as modificações que a Fórmula 1 promoveu para a atual temporada, Wolff entende que foram novas medidas para brecar o poderio da Mercedes. E que, de certa forma, até o momento lograram êxito. Afinal, depois de cinco corridas já realizadas, a escuderia anglo-alemã se depara com um cenário raro: não é líder do Mundial de Pilotos e tampouco de Construtores.

A Red Bull lidera a classificação com 149 pontos, contra 148 da Mercedes. Já no Mundial de Pilotos, Max Verstappen, com duas vitórias, contra três de Hamilton, soma 105, contra 101 do heptacampeão mundial.

“Para este ano, houve uma mudança, com o objetivo de alterar a ordem [de forças]. Isso nos custou muito desempenho, sobretudo em relação às outras equipes”, analisou o austríaco, que apontou perda de performance de “0s5 ou mais décimos por volta”.

“Isso é um fato”, continuou o austríaco. Por outro lado, Wolff entende que uma Fórmula 1 mais competitiva é sempre melhor, com a perspectiva de uma batalha até o fim da temporada. “O melhor seria se o Mundial fosse decidido na última corrida e por 1 ponto de diferença”, concluiu.

O sexto ato da batalha entre Mercedes e Red Bull e Hamilton e Max Verstappen pelo título acontece neste próximo fim de semana com o GP do Azerbaijão, que será realizado nas ruas de Baku.

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