Chefe da Mercedes se coloca contra e fala que adoção de motor independente representa “um retrocesso” para F1

Toto Wolff, chefe da Mercedes, mais uma vez se colocou contra a adoção de um motor independente na F1. Para o austríaco, a iniciativa da FIA é um disparate e vai representar um retrocesso para o esporte

Chefão da Mercedes, Toto Wolff se mostrou totalmente contrário à ideia de um motor independente na F1 — assim como os demais comandantes das grandes montadoras. Para o dirigente, cuja equipe tem a melhor unidade de potência do grid, a eventual adoção de um motor alternativo em 2017 vai representar um passo atrás para o esporte.
 
Neste fim de temporada, a discussão sobre os gastos com as atuais e complexas unidades de energia fizeram com que a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) procurasse soluções mais baratas, pensando em uma forma também de tirar o poder das grandes fabricantes, além de ajudar as equipes médias e pequenas.
Toto Wolff é contra adoção de motor independente na F1 (Foto: AP)
"O motor independente é um disparate completo, e apenas poucas pessoas ainda insistem em debater sobre isso", afirmou o austríaco em entrevista à revista 'Speedweek'. 
 
"Nós temos um híbrido na pista e vamos continuar competindo assim. Os projetos dos motores são os mais empolgantes hoje em dia, com uma grande parte à combustão interna e uma proporção menor de híbrido", completou.
 
E Wolff ainda garantiu que a Mercedes vai fazer sua parte para assegurar que os atuais motores sigam melhores como forma de aumentar o apelo da F1. "Em janeiro, vamos apresentar um novo conceito, mas baseado no que temos atualmente."
 
"E vamos acertar tudo aquilo que deu errado antes. O som do motor da F1 precisa ser melhor, mais alto e mais empolgante. Os carros também precisam de uma velocidade maior", acrescentou.

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