Chefe da Red Bull, Horner teme que domínio da Mercedes afaste fãs e piore crise econômica da F1

Chefe da Red Bull, Christian Horner afirmou que teme que o domínio da Mercedes acabe por afetar ainda mais a já difícil situação econômica dos times da F1

Christian Horner teme que o domínio da Mercedes afete ainda mais a já difícil situação econômica das equipes da F1. De acordo com o chefe da Red Bull, a vantagem do motor V6 de Brackley em relação aos propulsores rivais diminui a atratividade das corridas, uma vez que a competição é menor. 
 
Desde o ano passado, quando as novas unidades de força foram introduzidas, Horner tem sido um grande defensor de uma mudança no regulamento, pedindo alterações que permitam o desenvolvimento dos motores ao longo do ano. 
Chefe da Red Bull voltou a pedir mudanças nos motores da F1 (Foto: Getty Images)
“Acho que é importante termos boas corridas e, obviamente, quanto mais próximo o pelotão estiver, melhor será a corrida”, avaliou Horner em entrevista à publicação britânica ‘City AM’. “Acho que isso é a coisa mais fundamental que os fãs apreciam. No momento, essa unidade de potência é um grande diferenciador de performance. Acho que a diferença entre o melhor e o pior precisa ser reduzida, e isso, automaticamente, vai criar corridas mais próximas”, opinou.
 
A visão de Horner, o alto custo dos V6 turbo tem relação direta com as dificuldades financeiras enfrentadas por diversas equipes do grid. 
 
“Acho que é importante termos os custos sob controle, que todas as equipes tenham suas preocupações operacionais viáveis”, declarou. “Obviamente, a unidade de potência é um grande custo, então este é um elemento que precisa ser observado com urgência. Acho que isso é a coisa fundamental e do interesse de todos. Acho que têm muitas discussões acontecendo, mas, como sempre, nós falamos muito sem concluir o tanto que deveríamos”, criticou.
 
“A coisa mais importante que nós fazemos coletivamente é tentar abordar os atuais problemas com a unidade de potência em termos de custos e da carga que estão colocando não apenas nas equipes clientes, as também nas fábricas. Então eu acho que, fundamentalmente, esta é a coisa que mais importante para que precisamos olhar em um futuro próximo”, concluiu.
COMO CADA UM CHEGA

A pré-temporada da F1 terminou. Foram 12 dias de pista em que as equipes se concentraram em diferentes programas para avaliar os carros com os quais vão disputar a temporada 2015. Agora, restam poucos dias para que tudo seja preparado na fábrica e despachado para Melbourne, na Austrália. O GRANDE PRÊMIO traz um análise equipe por equipe, com as escuderias ordenadas pela quilometragem percorrida, do trabalho realizado na pré-temporada.

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