Chefe da Red Bull volta a detonar Renault: “Consumiu todos nossos recursos, tempo e concentração”

Christian Horner não poupou palavras críticas para falar sobre o atual estágio da relação outrora vitoriosa entre Red Bull e a Renault e deixou claro que não está preocupado com o futuro, já projetando acordo com uma nova fornecedora de motores a partir da temporada 2017 da F1

Sempre que pode, Christian Horner faz questão de externar sua insatisfação com o trabalho feito pela Renault com os motores na temporada 2015 da F1. A vitoriosa parceria da fornecedora francesa com a Red Bull, que rendeu nada menos que quatro títulos mundiais de Construtores e outros quatro de Pilotos entre 2010 e 2013, parece estar com os dias contados: mais precisamente, até o fim de 2016, quando vence o acordo entre as partes.

Horner voltou a criticar a Renault, culpando-a pela falta de performance do RB11 na maioria das corridas do ano. O dirigente britânico justificou ao dizer que em pistas onde o motor não faz tanta diferença, como Mônaco e Budapeste, a equipe mostrou bom trabalho. Na Hungria, antes da pausa para as férias da F1, a Red Bull subiu ao pódio com seus dois pilotos: Daniil Kvyat em segundo e Daniel Ricciardo em terceiro.

Em entrevista ao site ‘F1i.com’, Horner bradou contra a parceira e indicou que o casamento vencedor está mesmo perto do fim.

Horner voltou a disparar sua metralhadora giratória contra a Renault (Foto: Getty Images)

“Nossas expectativas estavam em aprender com as experiências de 2014 e fazer algo parecido, semelhante ao que fez a Ferrari, especialmente com a unidade de força. Mas isso não aconteceu, e foi só o começo de muitas frustrações. Nos vimos no fim do pelotão em termos de confiabilidade e punições”, lamentou.

“É algo complicado para gerir, mas sinto que, partindo do chassi, fizemos um grande progresso. As regras novamente nos afetaram, especialmente na parte dianteira, mas acho que a equipe entendeu que nos últimos meses, sobretudo nas duas ou três últimas corridas, que estamos no caminho certo, como em Budapeste”, citou Horner.

“A Renault nos colocou numa posição em que a confiabilidade consumiu todos os nossos recursos, tempo e concentração. Acredito que a atenção da equipe estava na confiabilidade ao invés da performance, e apenas recentemente nos concentramos em extrair todo o potencial. Você pode perceber que, numa pista que não seja dominada pelos motores, estamos apenas a alguns décimos atrás da Mercedes”, bradou.

Embora tenha evitado falar sobre uma possível nova fornecedora, está cada vez mais claro que Horner projeta o futuro da Red Bull longe da Renault.

“Somos um cliente, que pagamos habitualmente pelos motores, mas temos um acordo com a Renault em que está muito claro que somos a principal equipe, de modo que é irrelevante se eles tiverem sua própria equipe ou não. Obviamente temos um acordo até o fim de 2016. Para 2017 ainda falta um longo caminho, acredito que nossa atenção está no fim deste ano primeiro e depois em 2016. 2017 será uma nova largada, especialmente com as novas regras”, completou o dirigente.

Para a corrida que marca a retomada da temporada 2015 da F1, neste fim de semana, em Spa-Francorchamps, a expectativa da Red Bull é pessimista, uma vez que o circuito, palco do GP da Bélgica, exige demais dos motores, sobretudo devido aos seus inúmeros trechos de alta velocidade. Assim, a perspectiva de um novo bom resultado por parte dos taurinos está reservada para a etapa realizada no circuito de rua de Marina Bay, em Cingapura.

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