Chefe da F1 defende regulamento técnico de 2022 após críticas: “Era o que queríamos”

CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali negou preocupação com falta de competitividade nas últimas duas corridas do ano e disse que "trabalho incrível" da Red Bull ofuscou outras equipes

A Fórmula 1 viu a batalha pelo título da temporada 2021 se desenrolar até a última volta da última corrida do ano, mas a verdade é que 2022 apresentou uma competição bem diferente. Max Verstappen garantiu o título mundial ainda no GP do Japão, 18ª etapa da temporada, após um domínio absurdo da Red Bull — que venceu incríveis 16 de 20 corridas até aqui. Ainda assim, Stefano Domenicali, CEO da F1, acredita que o propósito do novo regulamento foi cumprido.

“Nesse caso, Red Bull e Max Verstappen fizeram um trabalho incrível”, disse Domenicali. “Talvez, outra equipe não tenha conseguido as mesmas oportunidades. Mas pelo que vimos na pista, as batalhas lado a lado, era o que queríamos. E estou confiante de que no ano que vem, as brigas na pista vão continuar até o fim do calendário”, afirmou.

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Domenicali acredita em uma batalha mais acirrada pelo título da F1 em 2023 (Foto: Kenzo Tribouillard/AFP)

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Com os dois títulos em disputa já definidos — a Red Bull também garantiu o Mundial de Construtores —, as últimas duas corridas da temporada possuem pouco efeito prático na tabela do campeonato. No entanto, Domenicali chamou atenção para a importância de se ganhar posições na disputa entre as equipes, já que os rendimentos são determinados pela colocação de cada uma na temporada.

“As últimas corridas, pelo lado esportivo, terão muita atenção”, avaliou. “Há uma batalha por posições, e pela perspectiva da equipe, alcançar uma posição melhor do que as outras está relacionado à recompensa financeira. Então, acho que teremos muito interesse em Brasil e Abu Dhabi também, sem problemas”, ressaltou.

Por fim, sobre o aspecto financeiro da Fórmula 1, Domenicali garantiu que uma possível falta de interesse nas duas últimas corridas do ano não preocupa a categoria — que já esgotou suas entradas para as duas etapas.

“Não vemos nenhum risco”, disse. “Primeiro de tudo, nós temos as duas últimas corridas esgotadas — e os números estão realmente crescendo. A atenção estará dividida, é claro, em outras batalhas pelo aspecto esportivo. Isso é parte do automobilismo”, finalizou Domenicali.

F1 continua na próxima semana, entre os dias 11 e 13 de novembro, com o GP de São Paulo, etapa brasileira, direto de Interlagos. O GRANDE PRÊMIO acompanha tudo ‘IN LOCO’ com equipe cheia.

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