Chefe da F1 elogia teto de gastos e destaca: “Aumenta imprevisibilidade no esporte”

Stefano Domenicali, chefão da Fórmula 1, está contente com as regras de teto de gastos na categoria e acredita que, desde que a diretriz foi implementada, em 2021, a disputa ficou mais interessante

Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, está vendo com bons olhos as regras do teto de gastos por temporada na maior categoria do esporte a motor. Para o executivo, o novo formato obriga as equipes a pensarem de forma diferente quanto aos investimentos ao longo do ano, e isso tende a diminuir a diferença de desempenho entre os carros.

A diretriz do teto de gastos foi introduzida na Fórmula 1 em 2021, e para 2023 cada time tem um aporte de até US$ 135 milhões (aproximadamente R$ 681 milhões na cotação atual), além de valores acrescidos por conta de correção monetária, para ser aplicado na escuderia. Esse número coloca as equipes de fundo de grid mais próximas, ao menos em termos de investimento, das ponteiras Mercedes, Ferrari e Red Bull, que tinham um orçamento muito mais robusto.

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Em reunião com investidores do Liberty Media, Domenicali destacou os lados positivos que a regra sustentável trouxe para a Fórmula 1.

“Antes de tudo, acho que o que foi feito foi fenomenal para o esporte. Adicionamos as regras financeiras, as tornamos mais rígidas em termos de policiamento, porque a fiscalização é diferente de país para país, a complexidade dos detalhes das equipes que fazem parte de um fabricante – e depois há outras entidades que estão construindo para criar alguns recursos para a equipe”, disse o chefe da F1.

Domenicali tem gostado do que o teto de gastos vem fazendo com a F1 (Foto: F1)

“Mas acho que o que foi feito é um dos pilares que permite que o sistema seja tão forte. É o que coloca as equipes em um quadro cultural diferente, porque agora elas precisam pensar de forma diferente, como gerenciar o desenvolvimento do ano”, elogiou Domenicali.

O CEO ainda colocou as etapas Sprint como mais um fator que exige estratégia por parte das equipes de se enquadrarem no teto de gastos. Afinal, as corridas curtas representam mais gasto e mais risco para os times.

“Falando de Sprint [corridas], isso pode ser outro fator. Você pode ter mais acidentes ou quebras. Faz parte do jogo. Então eles precisam controlar de uma maneira diferente que seja melhor para a imprevisibilidade do esporte”, finalizou o executivo.

Em 2021 a Red Bull excedeu o teto de gastos em, pelo menos, 5%. A irregularidade rendeu uma multa de US$ 7 milhões aos taurinos (aproximadamente R$ 37 milhões), além de uma redução de 10% no tempo de desenvolvimento do RB19 — carro de 2023 — no túnel de vento.

A Fórmula 1 retoma suas atividades no próximo fim de semana, entre os dias 28 e 30 de abril, com o GP do Azerbaijão, palco de uma das seis corridas corridas sprint previstas para a temporada 2023.

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