Chefe da Mercedes pede análise sobre novo formato de sprints na F1: “Não foi divertido”

Toto Wolff, chefe da Mercedes, pediu calma nas análises sobre o novo formato escolhido pela F1 para finais de semana com corrida sprint, mas admitiu que modelo precisa de revisão

A Fórmula 1 testou seu novo formato de etapas com corrida sprint no GP do Azerbaijão, realizado no último domingo (30), com duas classificações e uma prova de sábado independente da disputa principal. E, apesar de Charles Leclerc ter garantido as duas poles do fim de semana, a Red Bull novamente dominou e venceu as duas, ambas com Sergio Pérez. Toto Wolff, chefe da Mercedes, admitiu que o início do modelo não foi animador — mas pediu parcimônia nas reclamações.

“Acho que, depois de um fim de semana como esse, não precisamos diminuir o formato e dizer: ‘é a direção errada, precisamos mudar completamente'”, disse Wolff ao portal inglês RacingNews365. “É mais sobre entender o motivo de não ter sido divertido e analisar isso. Você tem dois carros que estão disparando, por mérito, e então uma distância de 22s [para a próxima equipe]”, destacou.

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A dominância da Red Bull, de fato, fica explícita nos números do GP do Azerbaijão. O vencedor Pérez cruzou a linha de chegada com 21s2 de vantagem para Leclerc, o terceiro colocado. Além disso, os taurinos venceram todas as corridas do ano até aqui, com direito a 1-2 em três das quatro etapas — a exceção foi a Austrália, quando Max Verstappen venceu e Lewis Hamilton chegou em segundo.

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A F1 testou um novo formato em Baku, mas a Red Bull venceu as duas e dominou mais uma vez (Foto: Red Bull Content Pool)

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Para Wolff, é difícil dizer quem se encontra em melhor situação entre Ferrari, Aston Martin e Mercedes, que brigam pelo posto de segunda força em um ano que a concorrência pelo título parece longe demais para ser alcançada. Segundo o austríaco, entretanto, é impossível saber quem consegue imprimir mais ritmo, já que o equilíbrio é muito grande no ar limpo e ninguém consegue ultrapassar no ar sujo.

De fato, Hamilton não conseguiu passar por Carlos Sainz, mesmo abrindo a asa móvel sobre o espanhol por várias voltas. Fernando Alonso também não conseguiu encostar o suficiente em Leclerc, enquanto George Russell acabou atrás de Lance Stroll após ganhar três posições em relação ao grid de largada.

“Hoje, eu não saberia dizer quem é mais rápido entre Ferrari, Aston Martin e nós, porque você fica preso onde está, e é isso”, reclamou. “Entre Leclerc, Alonso, as duas Aston Martin, as Ferrari e as Mercedes, todos provavelmente estavam no mesmo nível no ar limpo”, avaliou.

“Isso não muda o contexto geral”, ressaltou. “De que há duas Red Bull, depois três equipes [Ferrari, Aston Martin e Mercedes] e o resto seguindo atrás”, encerrou.

Fórmula 1 retoma suas atividades já no próximo fim de semana, entre os dias 5 e 7 de maio, com o GP de Miami, que terá cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.

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