Chefes de Ferrari e Red Bull trocam farpas e discutem ao falar sobre contratação de ex-dirigente da FIA

Maurizio Arrivabene e Chrstian Horner, respectivamente chefes de Ferrari e Red Bull, entraram em rota de colisão durante entrevista coletiva em Melbourne. Ao comentar a contratação de Laurent Mekies, ex-FIA, pela Ferrari, a dupla trouxe visões distintas

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A chegada de Laurent Mekies à Ferrari, prevista para setembro, segue causando mal estar entre dirigentes da F1. Durante entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira (23) em Melbourne, Maurizio Arrivabene e Christian Horner, respectivamente chefes de Ferrari e Red Bull, tiveram um desentendimento ao debater a contratação do ex-funcionário da FIA.
 
Ao defender a chegada de Mekies – considerada antiética por rivais –, Arrivabene prontamente deu de ombros para o citado acordo de cavalheiros firmado por equipes em reuniões recentes. O entendimento de que é preciso esperar 12 meses para contratar um membro de FIA ou FOM – reação à contratação de Budkowski, da FIA, pela Renault – nunca virou uma regra de fato.
 
“Não houve nada de errado”, disse Arrivabene. “Respeitamos a legislação local, a legislação suíça, de onde o Laurent foi contratado. E nós ainda fomos além, com seis meses de espera antes de assumir a função. Eu ouvi comentários sobre um suposto acordo de cavalheiros, e um acordo de cavalheiros em leis trabalhistas é algo ilegal. Penso que foram só comentários, espero que nada mais do que isso”, seguiu.
Maurizio Arrivabene defende a postura da Ferrari (Foto: Xavier Bonilla/Grande Prêmio)

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Horner reagiu ao mostrar descontentamento com a situação. O dirigente trouxe bastidores do Grupo de Estratégia e lamentou que as equipes de F1 não tenham conseguido cumprir o acordo previsto entre quatro paredes.
 
“Para mim, isso é uma grande questão. Acho que a decepção existe porque temos uma coisa chamada Grupo de Estratégia, uma reunião com FIA, FOM e todos chefes de equipes. Discutimos a questão do Marcin [Budkowski], quando houve um grande incômodo ao ver um membro da FIA contratado por uma equipe, no caso a Renault”, recordou Horner.
 
“Houve um entendimento entre as equipes para afirmar o seguinte ‘certo, vamos manter a posição clara de que é preciso esperar ao menos um período de 12 meses antes de um funcionário de FOM ou FIA irem a uma equipe, ou vice-versa’. Certas equipes queriam que esse período fosse de três anos, mas acabou ficando em 12 meses”, seguiu.
 
“Esses encontros se tornam inúteis se não conseguimos concordar em algo e agir. Claro que você pode se esconder e afirmar ‘isso não está no regulamento’, mas o grupo concordou em algo, ninguém foi forçado. Você começa a questionar qual o sentido de ter esses encontros”, encerrou.
 
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