Chefes detonam corrida sprint no Azerbaijão. Fórmula 1 estuda mudanças

Chefes de equipe temem acidentes e grandes prejuízos por ser uma corrida curta em um circuito de rua, valendo a definição do grid de largada para o evento principal. Categoria propõe novo formato autônomo

As corridas sprint entraram no cenário da Fórmula 1 em 2021 e estão ganhando cada vez mais espaço. Neste ano, seis GPs contarão com o formato, sendo o primeiro deles no Azerbaijão, em Baku, que começa no dia 28 de abril. Mas os chefes de equipe estão preocupados com o fato de ter uma corrida desse perfil em um circuito de rua, o que tem feito a categoria reavaliar o formato.

Atualmente, a sprint define o grid de largada da corrida principal, realizada no domingo, além de valer pontos para o campeonato. A relevância da etapa faz com que os pilotos se arrisquem em busca de posições no menor espaço de tempo possível, o que aumenta a possibilidade de acidentes. Por esse motivo, Christian Horner, chefe da Red Bull, em entrevista à imprensa nesta sexta-feira (31), chamou a proposta de “absolutamente ridícula”.

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“A realidade é que é absolutamente ridículo fazer a primeira corrida sprint do ano em um circuito de rua como o Azerbaijão”, disparou Horner.

“Acho que do ponto de vista do espetáculo, do ponto de vista dos fãs, provavelmente será uma das corridas sprint mais emocionantes do ano. Do ponto de vista do teto de gastos, tudo o que você pode fazer é destruir seu carro. E custa muito dinheiro em torno disso. Então, você sabe que uma corrida é suficiente em Baku. O fato de termos duas, pode haver, bem, alguma animação lá”, ponderou.

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Chefes de equipe temem corrida sprint no circuito de rua de Baku (Foto: Fórmula 1)

A opinião de Horner foi acompanhada por outros membros do alto escalão das equipes, como Zak Brown, CEO da McLaren: “Como Christian [Horner] disse, sempre que vamos a um circuito de rua… Baku cria corridas muito emocionantes, mas também alguns prejuízos de danos muito grandes. É o mesmo para todos e é o que é. Será muito emocionante para os fãs e, com sorte, todos os carros voltarão do jeito que começaram.”

Por sua vez, o chefe da Aston Martin, Mike Krack, disse que há “algum nervosismo” quanto à sprint em Baku e que os pilotos tentarão “manter os carros inteiros o máximo” que puderem.

As reclamações fizeram com que a F1 se movimentasse na tentativa de encontrar um novo formato para a prova. Na última reunião da comissão da categoria, que contou com o dirigente Stefano Domenicali, algumas mudanças foram propostas aos chefes de escuderia. A ideia, revelada por Günther Steiner, chefe da Haas, é que a sprint e o GP tenham suas próprias sessões de classificação e que o resultado da prova curta não defina o grid de largada para o evento principal.

Embora a nova proposta tenha sido aprovada por todos os chefes, ela ainda precisa passar pelos diretores esportivos e também pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo), o que deve acontecer nas próximas semanas. As novas regras podem ser aplicadas já no GP do Azerbaijão.

Max Verstappen venceu duas das três corridas sprint da temporada de 2022 (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

“Espero que possamos arrumar o formato para essas corridas de velocidade que estão chegando, para que sejam um pouco mais dinâmicas”, afirmou Horner sobre a nova proposta.

Além da prova em Baku, outros cinco GPs estão programados para receberem a corrida sprint: Áustria, Bélgica, Catar, Estados Unidos e Brasil. Em 2022, Max Verstappen venceu as corridas curtas na Emília-Romanha e na Áustria, e George Russell conseguiu o primeiro lugar em Interlagos.

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