Com pouca quilometragem na pré-temporada, Grosjean diz que não tem ideia de quanto E22 vai durar

Representante do time que menos rodou na pré-temporada 2014 da F1, Romain Grosjean afirmou que não tem ideia do quanto o E22 vai durar no GP da Austrália

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A vida não está fácil para a Lotus. Depois de se destacar em algumas provas de 2013, o time de Enstone começou o ano em crise e foi a equipe que completou menos voltas na pré-temporada, também por conta dos problemas do motor Renault.
 
Falando com a imprensa em Melbourne, Romain Grosjean admitiu que não tem ideia de quantas voltas o E22 vai durar no GP da Austrália, que acontece neste fim de semana. O piloto francês explicou que a Lotus não conseguiu completar vários testes cruciais com o carro antes da estreia.
 

“Não é frustração, é apenas uma situação um pouco estranha, pois você não sabe como é o carro”, disse Romain. “Você não sabe muitas coisas – simulação de corrida, set-up, largada, safety-car, modo classificaão, ultrapassar ou defender”, listou.
 
“Isso só adiciona um pouco mais de pressão, já que você tem que aprender tudo isso no fim de semana de corrida, o que não é o ideal, mas é assim no momento”, comentou. “Não há nada que possamos fazer a não ser encarar as coisas conforme elas forem aparecendo no dia-a-dia e preenchendo as lacunas o máximo que pudermos”, continuou. 
 
Sem conseguir completar uma simulação de corrida nos exercícios do Bahrein, Nick Chester, diretor-técnico da Lotus, reconheceu que o time vai precisar de “um pouco de sorte” para completar as 58 voltas em Albert Park. 
 
Questionado pelos jornalistas, Grosjean admitiu que também não sabe qual será duração do carro, mas ressaltou que os problemas de software que atrapalharam os testes no Bahrein devem ter melhorado.
 
“Honestamente, eu não tenho ideia”, declarou Romain. “Não era sempre o mesmo problema, eram diferentes, e acho que muitos deles estavam vindo do software, que não estava funcionando direito. Software é uma coisa que você pode trabalhar na fábrica, no dinamômetro, então acredito que eles tenham melhorado isso”, explicou. 
 
Perguntado sobre sua meta para o GP da Austrália, Grosjean afirmou que prefere liderar a prova e abandonar, do que ser 4s mais lento que os líderes. 
 
“Se nós melhorarmos a cada saída e a performance estiver lá, honestamente prefiro liderar a corrida por 20 voltas e aí quebrar, do que ser 4s mais lento e terminar a corrida”, falou.
 
Por fim, Grojean falou sobre um vídeo que circula na internet em que ele aparenta estar irritado com o desempenho do E22 durante os testes no Bahrein. “Era uma brincadeira com um mecânico, uma câmera flagrou o momento e foi parar em tudo que é lugar”, explicou. 
 
“Eu saio do carro e, sim, algumas vezes é um desastre. Você sai com pneus novos e tudo quebra na primeira volta, aí você tem que voltar e isso quatro vezes no dia”, ponderou. “Mas acho que não adianta culpar todo mundo ou simplesmente ficar irritado e ir embora. A ideia é trabalhar junto tentar tirar o máximo que pudermos”, seguiu. 
 
“Sim, foi um inverno desastroso para nós. A Renault teve seus problemas, nós tivemos os nossos, mas, por outro lado, nós aprendemos algumas coisas com os poucos quilômetros que fizemos e todas essas coisas, se conseguirmos acertar, isso já é um passo à frente”, considerou. “A Renault, tenho certeza, atualizou o software e as coisas vão melhorar também.”
 
“No papel o carro é bom, sim, tem muitas coisas que queremos aprender, mas não vou sair do carro amanhã e dizer: ‘É isso, isso é ruim, isso é bip-bip-bip’ ou algo assim. Às vezes você pode ser um pouco emotivo quando as coisas não acontecem como você quer, mas até agora foram só os testes de inverno, nem ao menos a primeira corrida”, concluiu.

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