Com “sede de vitória” e feliz com novo companheiro de equipe, Alonso mira terceiro título mundial em 2014

Fernando Alonso concedeu entrevista para a CNN, falando sobre os pontos positivos da chegada de Kimi Räikkönen em Maranello, o acidente de Michael Schumacher e da expectativa pelo tricampeonato mundial


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O bicampeão Fernando Alonso, falou em entrevista para a CNN divulgada nesta segunda-feira (3), sobre alguns dos principais temas do momento no mundo da F1. Além de comentar sobre sua carreira, o espanhol falou sobre o novo companheiro de Ferrari, o finlandês Kimi Räikkönen e o acidente do heptacampeão mundial Michael Schumacher.
 
O asturiano iniciou a entrevista respondendo sobre sua carreira, falando sobre o que ainda almeja na principal categoria do automobilismo. Ao ser perguntado se estava satisfeito com seus dois títulos mundiais, Alonso foi claro e garantiu ainda ter “sede de vitórias”
 
“Se você me perguntasse isto daqui a dez anos, eu diria que dois títulos são mais do que eu poderia sonhar. Porém, me perguntando isto agora, no meio de uma competição, com a sede de vitória que eu estou, eu direi que dois campeonatos não são o bastante”, falou o espanhol, demonstrando que muito quer o título de 2014.
 
Alonso falou sobre a F14 T e as declarações de Stefano Domenicali. O asturiano se mostrou satisfeito com o início do projeto. Com os pés no chão, o espanhol comemorou o fato do carro não ter problemas, mas lembrou que ainda há muita coisa para ser feita.
 
“Todos os dias nós descobrimos algo novo sobre o carro. Novas possibilidades, configurações. Creio eu que há muito potencial. O carro nos dá bons sinais. Pelo que vemos nas informações, não há nada de errado, nada para gerar pessimismo, mas muito trabalho a ser feito”, disse o bicampeão mundial.
 

Com "sede de vitória", Alonso confia na F14 T para buscar o tricampeonato em 2014 (Foto: Getty Images)

O espanhol falou sobre os novos carros e mostrou que não está contente com o desempenho e o design dos modelos 2014. Focando especialmente no bico, Alonso explicou que os carros recentemente lançados decepcionam os fãs.


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“Sim, eles são feios. Não podemos negar isto, temos de ser honestos com nossos fãs e com nós mesmos. Provavelmente, uma hora nós iremos nos acostumar com eles, mas por enquanto, os carros não são bem aceitos. A F1 se notabiliza tanto pela performance, quanto pela aerodinâmica e, olhando para estes bicos, nós já vemos que os carros de 2014 não correspondem ao que os fãs pensam da categoria. Estou confiante que os engenheiros vão chegar a uma solução para que sejam mais velozes e mais bonitos”, explicou Alonso, fechando o assunto dizendo que espera que os engenheiros possam alterar o carro tanto na performance quanto no design.
 
O bicampeão mundial também falou sobre a parceria que fará com Räikkönen. Para Alonso, a chegada do finlandês é muito positiva, elevando o nível do time e dele próprio.
 
“Ele é muito talentoso e trará grande benefício para mim e para o time. A equipe sabe que terá de fazer um grande carro, pois Kimi conquistará bons resultados. Eu sei que preciso dar tudo de mim. Se não der, sei que não acompanharei o ritmo de Räikkönen. Portanto, tudo o que envolve a vinda dele é positivo, para mim e para o time”, explicou o asturiano.

 Por fim, Alonso falou sobre o choque ao receber a notícia do acidente de Schumacher. O espanhol explicou que, para ele, Schumacher passava uma sensação de imunidade em relação a acidentes e outras situações.
 
“Eu acho que todos nós seguimos em choque, cerca de um mês depois de tudo o que ocorreu. Para ser sincero, quando recebi a notícia, nem pude acreditar. Ele é aquele tipo de cara que você pensa que está imune a tudo. Ele era o cara que podia vencer todos, conseguir todas as vitórias sem preocupações. Ver a situação depois do acidente foi estranho”, falou.
 
O piloto espanhol fechou a entrevista afirmando que o clima entre os pilotos é de corrente pela recuperação de Schumacher. Para Alonso, o alemão é ídolo e exemplo de todos que estão correndo na F1.
 
“Nós todos estamos na torcida, aguardando boas novas vindas do hospital. Todos os pilotos têm um respeito imenso por ele, ele era o cara que motivava a todos e o nosso exemplo, para quem olhávamos quando ainda éramos pilotos de kart”, concluiu.

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