F1

Confira declarações dos pilotos após treino classificatório do GP de Mônaco de 2019

Lewis Hamilton teve vitória em disputa particular com Valtteri Bottas, 0s1 mais lento. A Mercedes voltou a ser inalcançável para equipes rivais, construindo vantagem significativa sobre Max Verstappen, que larga em terceiro

Grande Prêmio / Redação GP, de Berlim
A Mercedes voltou a não ter rivais no treino classificatório deste sábado (25) em Mônaco. Lewis Hamilton enfrentou uma nova briga particular com Lewis Hamilton no Q3, saindo triunfante com 0s3 de vantagem. Foi um resultado importante: o britânico, agora com um total de 85 poles na carreira, conseguiu vantagem importante sobre o rival finlandês em um dos traçados onde a posição de largada mais faz diferença.

Na segunda fila, Max Verstappen conseguiu colocar a Red Bull à frente da Ferrari e vai largar em terceiro lugar. Sebastian Vettel aparece imediatamente atrás, em quarto. Beneficiado pela punição de Pierre Gasly, Kevin Magnussen larga em quinto, com Daniel Ricciardo em sexto e Daniil Kvyat em sétimo. Gasly, antes quinto, cai para oitavo. O top-10 ainda traz Carlos Sainz e Alexander Albon, respectivamente em nono e décimo.

Confira declarações dos pilotos após treino classificatório em Mônaco

Lewis Hamilton, pole: 
Pole, Hamilton se empolga com “volta linda” em Mônaco e vantagem sobre Bottas: “Significa muito”
 
 
 
Lewis Hamilton (Foto: AFP)
Kevin Magnussen, quinto: “Foi uma sessão muito boa. Tive um carro muito bom, pude acelerar, me senti à vontade. Deixei os mecânicos estressados no Q2 com o dano na asa dianteira na sessão depois que beijei o muro. Eles fizeram um trabalho incrível para resolver isso e me mandar novamente para a pista. Passei para o Q3 com uma boa volta, então fiz outra. Sabemos o quão importante é a classificação nesta pista, então estar em sexto, à frente do pelotão do meio novamente, é a pole-position fake. Estou extremamente feliz com isso. Foi um trabalho perfeito de toda a equipe, não somente meu, foi empenho da equipe.”
 
Daniel Ricciardo, sexto: “Estou feliz com o resultado final, sobretudo pela forma como começamos na quinta-feira. Fizemos algumas mudanças arriscadas no carro, inclusive depois do terceiro treino, mas deu certo, e essa reviravolta valeu a pena. A equipe protagonizou uma boa recuperação hoje e podemos ficar orgulhosos disso. Conseguimos um bom ritmo desde o Q1 até o Q3, e isso aqui é muito importante porque a classificação conta muito. Amanhã pode ser um dia interessante por algumas variáveis, e não ficaria decepcionado se acordar e ver que está chovendo. Mas, no seco ou no molhado, estarei pronto.”
 
Daniil Kvyat, sétimo: “Estou muito satisfeito com a classificação hoje. Acho que foi um grande trabalho de equipe entre meus engenheiros e eu. Fizemos um bom trabalho analisando onde eu me senti desconfortável na quinta-feira, e eles me deram exatamente aquilo que pedi, de modo que consegui o acerto que eu queria, sei que posso entregar uma boa performance. Este é o terceiro Q3 consecutivo, então estou feliz como estou atuando, e espero que possamos fazer um bom trabalho amanhã e marcar pontos para tirar proveito de uma boa classificação.”
 
Pierre Gasly, oitavo: “Foi uma boa classificação, e o quinto lugar é muito bom. Gostaria de ter superado Seb, que foi somente 0s1 mais rápido, em quarto, mas não fiquei súper satisfeito com minha volta e sofri para encaixar todos os setores. Você pode ver que as coisas estão melhorando, mas, claro, há muito mais desempenho por vir. É tudo sobre seguir trabalhando com os engenheiros para tentar encontrar um equilíbrio que me ajuda a tirar o máximo de mim mesmo. Há chance de alguma chuva amanhã, algo que não me importaria, especialmente nesta pista, e isso tornaria as coisas bem mais interessantes. Acho que nós estamos bem nos long-runs, mas a principal chance para nós vai ser na largada, onde espero que possamos conquistar algumas posições.”
Carlos Sainz (Foto: McLaren)
Carlos Sainz Jr., nono: “Estou bem contente com essa classificação e por voltar ao Q3. Depois de perder toda a primeira sessão de treinos livres e de sofrer no terceiro treino, onde não encontramos o acerto correto, terminar em nono é uma grande reação no fim de semana. Consegui encaixar várias boas voltas e melhorar constantemente para conseguir este 1min11s417, que acho que é o melhor tempo que poderíamos ter conseguido hoje. Sempre gosto de classificar nessas ruas, mas o trabalho ainda não está concluído. Quero agradecer à equipe pela boa análise e pela execução da classificação desde os boxes.”
 
Alexander Albon, décimo: “Estou feliz por fazer meu primeiro Q3, ainda que não tenha sido fácil uma vez que não pude encontrar um bom ritmo, não estava tão bom quanto na quinta-feira. Estava em posição desfavorável tentando fazer meus pneus funcionarem. Foi também uma questão de ganhar confiança: você chega à curva 1, os pneus estão muito frios enquanto você passa o terceiro setor em ritmo de pedestre, e aí você chega à primeira curva sem saber exatamente o que vai acontecer. Entretanto, podemos ficar felizes com o décimo lugar em Mônaco. Sempre é possível levar algo de bom.”
 
Nico Hülkenberg, 11º: “Senti que o carro tinha potencial para estar hoje no Q3, de modo que é um pouco decepcionante ficar em 11º. Talvez acelerei demais, foi além dos limites do carro aqui e ali, mas são pequenos detalhes. No ano passado também larguei em 11º e conseguimos somar alguns pontos, de modo que isso nos anima. Amanhã vou pegar as maiores luvas de boxe que tenho e vou lutar. Temos algumas opções estratégicas graças a uma escolha livre de pneus, então vamos ver o que podemos fazer.”
 
Lando Norris, 12º: “No geral, acho que não foi uma classificação ruim se levarmos em conta que é minha primeira vez em Mônaco com um Fórmula 1. Sofri no terceiro treino, talvez seguimos um caminho errado com o acerto, de modo que voltamos ao da quinta-feira. Não sabia muito bem como isso iria mudar o carro, ainda que tivesse uma ideia da quinta-feira. Cometi um pequeno erro na primeira curva na minha última volta rápida, e isso me custou a passagem para o Q3. Não rendi quando foi preciso, e isso é culpa minha. Melhoramos bastante e talvez não tive tanta confiança como em outras pistas.”
Nico Hülkenberg (Foto: Renault)
Romain Grosjean, 13º: “No fim das contas, o tráfego nos custou a chance de passar para o Q3. Eu claramente iria bater no carro do Pierre [Gasly]. Não foi erro dele, não podemos ver nada com esses retrovisores, dependemos do rádio, e não acho que ele tenha sido alertado pela Red Bull. É a mesma coisa que aconteceu comigo no Bahrein, com Lando Norris. Obviamente, estou chateado, e ainda que Gasly tenha sido punido, não foi culpa dele, e isso não mudaria minha classificação. Vou largar onde estou e, para amanhã, isso é ruim. É Mônaco, não há muito o que esperar, já que a classificação é fundamental.”
 
Kimi Räikkönen, 14º: “Não fomos rápidos o bastante, simples assim. Fizemos nossa volta mais rápida no fim de semana na classificação, mas os outros carros melhoraram muito mais do que o que nós fizemos. Sofremos com o equilíbrio do carro. Quando tive aderência na frente, a traseira se foi, e quando resolvi a traseira, então não fiquei confortável com a dianteira.”
 
 
Sergio Pérez, 16º: “Sofremos para encontrar ritmo durante o fim de semana todo e já sabíamos, antes da classificação, que não seria nada fácil. No fim das contas, precisávamos de 0s1 ou 0s2 para chegar ao Q3, mas ficamos fora. Nesse sentido, foi um dia frustrante porque sabemos o quão importante é a classificação em Mônaco, e normalmente uma corrida se decide pela posição na pista. As diferenças hoje foram bem apertadas, e isso significa que amanhã vai ser um dia complicado. Levando em conta onde vamos largar na corrida, teremos de esperar que chegue alguma chuva e misture as coisas, porque, se não [chover], vai ser complicado marcar pontos. Da mesma forma, Mônaco pode ser imprevisível em determinadas ocasiões, de modo que vou estar pronto para tirar o máximo de proveito das chances que nos forem apresentadas.”
Sergio Pérez (Foto: Racing Point)
Lance Stroll, 17º: “Não foi um dia fácil, mesmo antes da classificação. Não tivemos ritmo nos treinos livres e, em que pese as mudanças que fizemos no carro desde quinta-feira, hoje ainda sofremos. O tráfego no Q1 tampouco ajudou: encontrar um espaço para fazer uma volta limpa foi difícil, como sempre acontece em Mônaco. Não tive uma volta limpa na minha segunda tentativa, e isso acabou com qualquer chance de entrar no Q2. Vai ser difícil marcar pontos, mas vamos ver o que podemos fazer e se o tempo muda. Acho que, simplesmente, precisamos lembrar que Mônaco é uma corrida muito particular. Não acho que nosso ritmo hoje seja um reflexo da velocidade real do carro. Seja como for, vamos ver o que acontece amanhã e vamos tirar o máximo das situações que possam surgir na corrida.”
 
Antonio Giovinazzi, 18º: “Não sei bem o que aconteceu na classificação. Nós mostramos nosso potencial com o sexto lugar no terceiro treino e não fizemos mudança alguma no carro. A aderência simplesmente não esteve lá e não sabemos o motivo. Isso é muito decepcionante porque nós estivemos muito fortes em todas as sessões e agora estamos em 15º. É muito difícil ultrapassar aqui, mas o clima pode ser imprevisível, então vamos ver.”
 
George Russell, 19º: “Senti como se tivéssemos feito o máximo na classificação. Fiquei satisfeito com minha volta no fim, encaixei tudo e tirei o máximo do carro. Foi bem divertido e emocionante completar uma volta ao longo das ruas de Mônaco. Para a corrida, preciso me manter longe dos muros e longe dos detritos espalhados por erros de outros pilotos.”
 
Robert Kubica, 20º: “As condições hoje foram melhores em termos de sensação e aderência, mas foi o mesmo para todo mundo. Quanto ao ponto de vista operacional e de pilotagem, fizemos tudo o que foi possível, mas levamos azar com o tráfego quando deixamos a garagem. No geral, foi uma sessão tranquila e amanhã vai ser uma corrida difícil.”