Ricciardo dentro, Lawson fora: como guerra da Red Bull impacta na escalação da RB

A guerra interna na Red Bull, quente desde o começo de 2024, é diretamente responsável pela vida na RB. No momento, bom para Daniel Ricciardo

Qual o futuro da dupla de pilotos da RB (Visa CashApp RB) na Fórmula 1? Yuki Tsunoda e Daniel Ricciardo contam com acordo somente até o final da temporada 2024, mas seguem nas boas graças do grupo Red Bull e recebem elogios. Sobretudo Tsunoda, que vive temporada de bons momentos. Mas o futuro ainda é dúvida, visto que Liam Lawson espera do lado de fora. Mas um outro fator, a guerra interna da Red Bull, tem peso decisivo na definição.

A informação é da emissora inglesa de TV BBC. De acordo com o veículo, a situação do trio de pilotos é diferente entre si. Tsunoda está no quarto ano de F1, todos pela RB – antiga AlphaTauri – e quer evoluir. Mas a Red Bull não enxerga nele material para a equipe de cima, algo que faz com que o piloto ligado à Honda a buscar outras oportunidades no grid, como em Alpine, Haas e Williams. Tudo isso embora a RB goste dele e não tenha ganas de trocá-lo.

Com relação à outra vaga, a coisa esquenta mais. É em Ricciardo que está a divisão interna da Red Bull. Isso, porque Helmut Marko, cabeça da Academia de Pilotos da marca dos energéticos e que durante quase 20 anos, até o ano passado, apitava sozinho nas escalações das duas equipes, gostaria de efetuar a troca do australiano por Lawson.

O que impede a alteração? Acontece que Marko, segundo a BBC, já não carrega mais o poder de decisão que tinha até 2023. Christian Horner amealhou mais poder neste ano, depois de escapar das acusações de condura imprópria e assédio sexual que sofreu antes da temporada começar por parte de uma funcionária da equipe, que não teve a identidade divulgada. E Horner, por sua vez, quer a permanência de Ricciardo e garante o velho protegido.

Liam Lawson impressionou na F1, mas está no meio de uma briga alheia a si (Foto: Red Bull Content Pool)

Desta maneira, Lawson está preso numa fila que não anda. É possível que fique com a vaga de Tsunoda em 2025, mas apenas se o japonês não conseguir outra vaga e mudar de ideia sobre a permanência da RB. Ricciardo, mesmo sem contrato, está a salvo no momento.

Horner aumentou a influência na equipe após as acusações ao se alinhar aos sócios-majoritários da Red Bull, na Tailândia. Os sócios austríacos, apesar do controle das atividades executivas, detém menos de 50% das ações e menos que os tailandeses. Assim, Marko, que sempre esteve extremamente alinhado à divisão austríaco – era amigo pessoal do presidente Dietrich Mateschitz, morto em 2022 -, perdeu poder de decisão e influência.

Fórmula 1 retorna de 7 a 9 de junho com o GP do Canadá, nona etapa da temporada 2024.

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