De volta à F1 com equipe própria, Renault comprou 90% da Lotus em acordo de apenas R$ 5, revela jornal inglês

De acordo com matéria do jornal inglês ‘The Telegraph’, a Renault adquiriu 90% da Lotus em um negócio de apenas £1 (algo em torno de R$ 5). O grupo Genii, que havia comprado as instalações da montadora em 2009, ainda manteve 10% de participação na esquadra

A Renault adquiriu 90% da Lotus no início do mês em um negócio de £1 (algo em torno de R$ 5), de acordo com os documentos recém-apresentados pela montadora. As informações estão em uma matéria do ‘The Telegraph’.
 
A compra do time de Enstone foi concluída pouco antes do Natal, fazendo com que a fabricante francesa volte a ter equipe própria na F1 pela primeira vez desde 2009. A montadora da marca do losango havia deixado o Mundial por conta do chamado 'Crashgate', o escândalo da batida proposital de Nelsinho Piquet no GP de Cingapura em 2008.  Logo em seguida, o grupo Genii Capital, comandado por Eric Lux, fechou negócio para adquirir as instalações em Enstone e ficar com a esquadra.
A Renault voltará a ter equipe na F1 (Foto: Renault)
A Renault vendeu o time em 2009 para a empresa de Lux e perdeu no negócio aproximadamente R$ 500 milhões. Desde então, a equipe passou a se chamar Lotus e até conseguiu certo brilho na F1, especialmente entre as temporadas de 2012 e 2013, quando chegou a vencer corridas com Kimi Räikkönen. 
 
Depois disso, passou a sofrer com muitas dívidas e precisou de um plano agressivo de corte de custos em 2014 para conseguir permanecer no grid. Contas recentes da equipe revelaram que, no ano passado, a receita do time aumentou em 23,7% devido ao patrocínio da empresa petrolífera venezuelana PDVSA. E também à redução drástica nos gastos. Mas só isso não foi suficiente para garantir a saúde financeira da equipe. 
 
Neste ano, a Lotus enfrentou problemas financeiros diversos — chegou a ser impedida de usar as instalações no Japão por falta de pagamentos — e foi ao tribunal por conta das dívidas. A Renault veio como solução, mas a Genii ainda manteve 10% de participação na equipe.
 
"Houve uma queda dramática nos custos de financiamento, bem como na redução dos gastos que foi resultado da reestruturação organizacional que fizemos em fevereiro de 2014", disse Lux.
 
O executivo também revelou que a esquadra agora está em processo de discussão com muitas partes para "um acordo de patrocínio de longo prazo".

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