Depois das falhas em Melbourne, chefe da Renault garante capacidade rápida de reação na Malásia

Rémi Taffin, chefe da Renault, afirmou que a fábrica conseguiu resolver as falhas ocorridas em Melbourne e agora está mais preparada para reagir e minimizar os impactos. Dirigente explicou que novo regulamento tornou Sepang uma das pistas mais difíceis do calendário

Depois de enfrentar falhas com seus motores V6 turbo na etapa da Austrália da F1, a Renault agora se prepara para o GP da Malásia, que acontece neste fim de semana. Antes da prova em Sepang, Rémi Taffin, chefe da fábrica francesa, explicou o impacto do novo regulamento na performance dos propulsores no traçado malaio.
 
“Sepang é um dos circuitos onde a exigência técnica vai mudar com o novo regulamento”, ressaltou Taffin. “Na era do V8, era um circuito intermediário em termos de desafio para o motor, mas agora será uma das corridas mais difíceis do ano”, continuou. 
Rémi Taffin avaliou que Renault está mais preparada para enfrentar possíveis problemas (Foto: Bernard Asset)
De acordo com o dirigente, as próprias características climáticas da região vão interferir no funcionamento dos motores.
 
“Dos seis componentes principais da unidade de potência, o motor de combustão interna estará sob mais pressão na Malásia. A umidade de Sepang facilita um pouco nos motores normalmente aspirados, já que a potência diminui conforme a quantidade de água no ar aumenta. Isso significa que nós éramos capazes de compensar o impacto das duas longas retas. Este ano nós não teremos esse luxo”, explicou. “Com o motor turbo, a entrada de ar é controlada o tempo todo independente das condições do ambiente, então essas longas retas vão começar a machucar. Como resultado, Sepang vai ser muito menos indulgente, já que duas vezes durante a volta a Unidade de Potência vai funcionar em sua capacidade máxima, com o turbo virando perto de 100 mil RPM por mais de 10s”, detalhou.
 
“As retas, que tem mais de 1 km cada, vão, entretanto, fornecer uma grande oportunidade para a MGU-H recarregar. As curvas mais apertadas, com a 15, a primeira curva e as curvas de média para baixa velocidade do terceiro setor vão permitir que a MGU-K recupere energia na freada”, apontou. “Com um consumo de combustível relativamente alto, por conta das curtas aceleradas entre as curvas, recuperar o máximo de energia nessas oportunidades será incrivelmente importante”, ponderou. 
 
Em resumo, o clima terá total influência no gerenciamento do motor. “As condições climáticas terão um papel importante nas estratégias de gestão do motor. As altas temperaturas do ar podem ser uma preocupação, já que temos que escolher o nível correto de resfriamento, enquanto uma alta probabilidade de chuva pode tornar os carros difíceis de controlar por conta do torque maior e da falta de aderência. O foco vai, portanto, estar em uma boa dirigibilidade e em controlar a temperatura do turbo”.
 
Por fim, Taffin explicou que a fábrica francesa trabalhou para solucionar os problemas enfrentados em Melbourne e agora tem uma maior capacidade de reação para encarar novos desafios.
 
“Depois de uma corrida difícil na Austrália, nós estamos realmente ansiosos pela Malásia. Nós tivemos vários problemas nos carros em Melbourne, mas nós recriamos os problemas no dinamômetro em Viry”, relatou. “A maioria deles foi resolvido e os outros estarão sob controle até sexta-feira em Sepang. Enquanto nós antecipamos que outros problemas podem acontecer, nós estamos muito mais prontos para reagir rapidamente e minimizar o impacto deles”, encerrou.

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