“Devastado”, Hamilton protesta após morte de João Alberto: “Outra vida preta perdida”

Lewis Hamilton não deixou de prestar solidariedade a João Alberto Silveira Freitas, assassinado por seguranças brancos em uma loja do supermercado Carrefour, em Porto Alegre. Em sua conta no 'Instagram', o inglês lamentou mais uma vida preta perdida e pediu luta para que a situação seja modificada

Lewis Hamilton voltou a se manifestar a respeito da violência contra pessoas pretas. Neste sábado (21), em seu perfil pessoal no ‘Instagram’, o inglês se disse devastado com a notícia da morte de João Alberto Silveira Freitas, gaúcho de 40 anos que foi espancado e morto por dois seguranças brancos em um supermercado Carrefour, em Porto Alegre, na última quinta-feira, véspera do Dia da Consciência Negra.

“Devastado ao ouvir a notícia, outra vida preta perdida. Ainda está acontecendo e temos de lutar para impedir que isso continue. Estou mandando todos os meus pensamentos e orações para o Brasil. Descanse em paz, João Alberto Silveira Freitas.”

A cena da morte de João Alberto foi filmada e vista por cerca de 15 testemunhas, que nada fizeram para impedir o ataque. Os dois seguranças tiveram prisão preventiva decretada. O policial Giovani Gaspar da Silva foi levado para um presídio militar. Magno Braz Borges foi levado a um prédio da Polícia Civil. A investigação trata o crime como homicídio qualificado.

Lewis Hamilton protestou após a morte de João Alberto (Foto: Reprodução/Instagram)

Desde o começo do campeonato 2020, realizado logo após eclodirem as manifestações populares nos Estados Unidos e em todo o mundo contra a brutalidade policial e racismo sistêmico, que contaram com o assassinato inumano de George Floyd como estopim, Hamilton tem comparecido aos eventos com a blusa que diz “Vidas Pretas Importam”.

Foi além disso: conseguiu fazer com que a Fórmula 1 permitisse manifestações antes de cada corrida, nas quais grande parte dos pilotos já participaram ao ajoelhar frente às câmeras, ecoando o que tem sido feito há anos nos esportes americanos. Fez ainda nomes como Sebastian Vettel e Daniel Ricciardo se engajarem e se interessarem por sua luta.

Lewis Hamilton usou camisa pedindo a prisão dos policiais que mataram a jovem negra Breonna Taylor (Foto: AFP)

Em Mugello, no dia da vitória #90 da carreira – que o colocava uma atrás de Michael Schumacher na liderança histórica -, fez mais uma vez. “Essa vitória de hoje é para Breonna Taylor”, dedicou. Naquela prova, na Toscana, o piloto subiu ao pódio usando uma blusa que dizia “Prendam os policiais que mataram Breonna Taylor”. Após isso, a FIA proibiu manifestações do tipo no pódio.

Único piloto preto do grid, Lewis chegou a usar também camisetas e frases que pediam o fim da violência policial na Nigéria, mostrando que sua luta não estava apenas focada nos casos que ficaram famosos nos EUA.

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