Diretor da Caterham desmente rumores sobre eventual saída da F1 no fim da temporada

Apesar da má fase neste início de Mundial, a Caterham, por meio do seu diretor-executivo Riad Asmat, negou que tenha a intenção de deixar a F1 no fim da temporada: “Ficaremos neste ano, no próximo e por muitos outros anos”, garantiu o dirigente malaio

A Caterham já está em Sepang e se prepara para disputar, neste fim de semana, sua corrida em casa. A escuderia anglo-malaia, no entanto, é alvo de rumores no paddock que dão conta de que 2013 será sua última temporada na F1. A especulação foi desmentida por Riad Asmat, diretor-executivo da equipe sediada em Leafield, na Inglaterra, e garantiu que há um projeto de longo prazo na categoria.

Segundo os rumores, uma das razões para a eventual saída da Caterham está ligada à adoção de um novo pacote técnico para os motores a partir do ano que vem. Em 2014, a F1 terá motores turbo V6 de 1,6 L no lugar dos atuais propulsores aspirados V8 de 2,4 L. A diferença é que os novos motores serão mais caros, e as montadoras pretendem repassar às equipes a alta dos custos no desenvolvimento do equipamento.

Envolvida em rumores sobre eventual saída, a Caterham garantiu que fica na F1 (Foto: Getty Images)

Mas Asmat, durante evento realizado nesta quarta-feira (20) em Kuala Lumpur, garantiu que a Caterham está envolvida diretamente no projeto para 2014 e já investiu muito visando a próxima temporada. “Por que gastaríamos dinheiro desta forma se estamos fechando?”, indagou o executivo malaio. “Se bem me lembro, há relatos de nossa suposta morte desde que entramos na F1, em 2010. A F1 faz parte de um panorama maior do nosso projeto de negócios e uma parte fundamental de uma filosofia.”

“Essa é a segunda razão pela qual os rumores de uma retirada não fazem sentido. A Caterham permanece neste ano, no próximo e em muitos outros anos”, frisou Asmat.

Dentro da pista, contudo, o momento da Caterham não é dos melhores. O time anglo-malaio optou por uma dupla de pilotos pagantes para 2013 e abriu mão da experiência de Heikki Kovalainen e Vitaly Petrov — o russo, embora pagante, tinha três temporadas no currículo. A escuderia de Leafield trouxe Charles Pic e Giedo van der Garde para guiar o CT03, que não rendeu bem no GP da Austrália, primeira prova do ano, e foi a única equipe a ter seus dois carros levando duas voltas do vencedor, Kimi Räikkönen.

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