Diretor da Mercedes espera que Red Bull vá “mordida” para o GP da Hungria

A Mercedes sente que a Red Bull vai para a Hungria com ainda mais gana de vencer, dados os acontecimentos da Inglaterra. A reflexão é de Andrew Shovlin, diretor de engenharia

Lucas Di Grassi passou pelos boxes durante o safety-car para ganhar posições (Vídeo: Fórmula E)

Depois de semanas de domínio da Red Bull, a Mercedes finalmente deu o troco no GP da Inglaterra. Lewis Hamilton venceu e Max Verstappen abandonou, com o campeonato voltando a ficar imprevisível. Só que Andrew Shovlin, diretor de engenharia da Mercedes, sente a possibilidade de isso deixar a rival com ainda mais gana de dar a volta por cima na Hungria.

O comentário de Shovlin vem junto da constatação de que a Mercedes dificilmente será tão forte assim no Hungaroring, pista que favorece a Red Bull.

“Essa pista [Silverstone] é uma das nossas melhores, então seria inocente achar que dá para seguir com esse tipo de performance para lá [Hungaroring]”, disse Shovlin. “A Red Bull vai ser forte em uma pista de alto-downforce. Sinceramente, eles vão ser fortes em qualquer pista. Eles vão estar mordidos depois dessa experiência [em Silverstone], então tenho certeza de que eles querem mostrar força”, seguiu.

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Hamilton vibra com a vitória no GP da Inglaterra (Foto: AFP)

A Red Bull ainda é a equipe a ser batida, mas em situação de vulnerabilidade. Verstappen tem apenas 8 pontos de vantagem sobre Hamilton no Mundial de Pilotos, enquanto no de Construtores são só 4 de margem sobre a Mercedes.

“Estamos na metade do campeonato e as margens são pequenas. Da nossa parte, vamos fazer de tudo para tentar algo. Se der para abrir as férias de verão na frente, será fantástico. Provavelmente é nosso objetivo, mas é um objetivo difícil. Mostramos que tudo é possível. Você precisa seguir tentando, achar jeitos de melhorar. A Red Bull é uma equipe difícil de derrotar, mas nós somos fortes e vamos fazer de tudo”, encerrou Shovlin.

O GP da Hungria acontece já nesta semana, com atividades entre 30 de julho e 1° de agosto. A corrida é a última antes do recesso de quatro semanas do verão europeu. O GRANDE PRÊMIO acompanha tudo AO VIVO e em TEMPO REAL.

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