Diretor da Mercedes vê time melhor que em 2012 no trato com pneus, mas com ritmo de corrida longe do ideal

A Mercedes andou bem na manhã do último domingo (17), quando Lewis Hamilton assegurou a terceira posição no grid de largada, porém, não conseguiu manter esse rendimento à tarde, na hora da corrida, e viu o inglês terminar em quinto lugar

Lidar com os pneus Pirelli tem sido o grande calcanhar de Aquiles da Mercedes nos últimos anos, mas o time acredita que começou 2013 um pouco melhor nesse âmbito – embora ainda esteja longe do ideal. Diretor-esportivo da montadora de Stuttgart, Toto Wolff afirmou, nesta quarta-feira (20), que as Flechas Prateadas estão um nível acima em relação ao início do ano passado, mas reconheceu que é preciso evoluir mais. Wolff citou os exemplos de Red Bull e Lotus para concluir que, neste Mundial, o ritmo de corrida será mais importante do que tudo.

No GP da Austrália, o primeiro de 2013, que aconteceu no último domingo (17), Lewis Hamilton se classificou na terceira posição e, seu companheiro, Nico Rosberg, em sexto. A performance na hora da corrida, porém, não permaneceu no mesmo nível. O inglês cruzou a linha de chegada em quinto, e o alemão abandonou com um problema elétrico na 26ª volta em Melbourne.

Hamilton perdeu duas posições e terminou o GP da Austrália na quinta posição (Foto: Getty Images)

“A Mercedes está um pouco melhor do que estava na última temporada, mas parece que você tem que trabalhar mais para os domingos. O sétimo colocado no grid venceu, enquanto o pole-position teve dificuldades e terminou em terceiro”, analisou o austríaco em entrevista à revista inglesa ‘Autosport’.

Ao mesmo tempo em que, na visão de Wolff, a Mercedes evoluiu, outros times “parecem ter perdido completamente o rumo”. O dirigente se refere à McLaren, Williams e Toro Rosso, que “não conseguem lidar com os pneus de jeito nenhum”. A Force India também foi mencionada: “Uma das Force India [a de Adrian Sutil] fez 80% de uma fantástica corrida, e depois não tinha qualquer performance”, ressaltou.

A própria Mercedes foi surpreendida por uma queda brusca de rendimento dos P Zero. “Para nós, o pneu supermacio do começo da corrida foi bem e pareceu que nós poderíamos, facilmente, fazer uma estratégia de duas paradas. Mas depois nós mudamos para o pneu médio e exatamente o oposto aconteceu, o que é bem interessante”, revelou.

Para o GP da Malásia do próximo domingo (24), Wolff espera encontrar ainda mais dificuldades. “Será ainda mais complexo, por causa do calor”, afirmou. “Temos que levar isso em consideração e tentar compreender [os pneus] o máximo possível. Não será uma questão de compreender tudo, mas de compreender mais”, finalizou.

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