Dono da Force India alerta para aumento dos custos da categoria em 2014: "F1 precisa de times pequenos"

Vijay Mallya, dono da escuderia indiana, revelou temer por efeito reverso nas modificações técnicas que a categoria prevê para a próxima temporada. Preocupação vai de encontro ao anúncio feito pela Renault, que manterá valor de venda de seus motores na casa dos € 23 milhões. "Precisamos encontrar uma solução viável", disse o dirigente à 'Autosport'

 
A F1, como já se sabe, mudará boa parte de seu regulamento técnico para 2014. Entre todas as modificações previstas, no entanto, a principal alteração será feita nos motores, que passarão a ser turbo V6 de 1,6 L. 
 
Com tal mudança agregada às novas especificações aerodinâmicas e também dos pneus, a ideia era a de que os custos da categoria fossem consideravelmente reduzidos a partir da próxima temporada. Mas para Vijay Mallya, dono da Force India, o resultado será o inverso.
Vijay Mallya mostrou preocupação com possível aumento de custos na F1 (Foto: Force India)
"Ao invés de reduzir custos, uma ou duas equipes decidirem vencer a qualquer preço é mais importante que a sustentabilidade do esporte, então não há a implantação de uma restrição de recursos. Pelo contrário, os custos estão subindo", criticou o indiano em entrevista à 'Autosport'.
 
"Se você quer três ou quatro equipes na F1 correndo com três carros cada, é só proceder da maneira como está agora", alertou. "Mas acho que a F1 também precisa das equipes pequenas e independentes, então todos devem olhar também para os interesses em comum, não apenas para interesses individuais."
 
A preocupação de Mallya coincide com as informações confirmadas pela Renault no último fim de semana, em Mônaco. Atualmente fornecendo propulsores para quatro equipes – Red Bull, Lotus, Williams e Caterham –, a montadora francesa já afirmou que não reduzirá os preços cobrados por seus motores. O valor ficará na casa dos € 23 milhões em 2014.
 
"A FIA e a FOTA tinham decidido que nós precisávamos reduzir os custos na F1. Então, acho que é muito necessário que a FIA, as próprias equipes e todas as partes interessadas sentem e encontrem uma solução viável", encerrou.
 

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