Dono da Lotus minimiza culpa da Renault no fracasso de 2014, mas alfineta: “Teria sido útil não focar em apenas um time”

Dono da Lotus, Gérard López admitiu responsabilidade do time em parte do fracasso de 2014, mas avaliou que teria sido útil se a Renault não tivesse focado em uma única equipe

Depois de amargar um oitavo posto no Mundial de Construtores na temporada 2014 da F1, a Lotus inicia um novo ano esperando que o novo motor Mercedes ajude a empurrar o time para frente.
 
Mesmo tendo substituído a Renault no fornecimento dos V6 turbo, Gérard López não vê a montadora francesa como a única responsável pelo desempenho ruim do time de Enstone no ano passado.
Gérard López espera ver Lotus mais forte em 2015 (Foto: Alastair Stanley/Lotus)
“Nosso novo motor Mercedes fará a diferença, embora a Renault não seja a única responsável pela desastrosa temporada 2014”, admitiu o dono do time em entrevista à publicação francesa ‘Auto Hebdo’.
 
O dirigente reconheceu que a Lotus também tem sua parte de responsabilidade e contou que, após perder uma centena de funcionários no ano passado, conseguiu reestruturar o time com a contratação de 50 empregados, “principalmente em aerodinâmica e CFD”.
 
“Escreveram bastante sobre a saída de boas pessoas, mas a verdade é que a equipe técnica que foi responsável pelos carros de 2012 e 2013, exceto por algumas partidas famosas, está intacta”, explicou López. “Nós pagamos o preço e aprendemos”, assegurou.
 
 “Não o número de funcionários, mas a eficiência do trabalho. Conheço times com 850 funcionários que não conseguiam fazer em anos o que outros com 500 fizeram”, comparou.
 
Mesmo isentando a Renault de parte da responsabilidade pelo fracasso de 2014, López não limpou completamente a barra da ex-fornecedora. Com o rompimento com a Lotus e a falência da Caterham, os franceses agora entregam seus propulsores apenas para os times de propriedade da Red Bull.
 
“Teria sido útil para eles não focar em apenas um time”, alfinetou López.
 
Agora equipados com o motor Mercedes, Gérard espera reconstruir o time e voltar às boas apresentações exibidas pela Lotus nos últimos anos.
 
“É uma abordagem menos agressiva”, comentou. “Não só porque fomos longe demais com o E22, mas nós também atingimos a nossa própria meta com o desenvolvimento, favorecendo uma melhor velocidade final”, concluiu.

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