Doria confirma reunião em dezembro para manter GP do Brasil em SP até 2030

Em entrevista coletiva na manhã deste domingo (17) em Interlagos, João Doria, governador de São Paulo, reforçou a intenção de manter o GP do Brasil de Fórmula 1 na capital paulista com um novo contrato de dez anos de duração: “Aqui é o local mais adequado, mais apropriado, para a continuidade do GP”, afirmou o político

Com 2020 logo ali, se aproxima também o término do atual contrato da F1 com São Paulo para a realização do GP do Brasil em Interlagos. A indefinição sobre a permanência ou não da corrida no autódromo paulistano e no país em si também é impulsionada pelo interesse do regime de Jair Bolsonaro e do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, em levar o Mundial para um circuito com a intenção de ser construído em Deodoro. Mas João Doria, governador de São Paulo, afirmou que dezembro vai ser o mês decisivo para garantir a permanência da F1 em Interlagos pelo menos por mais dez anos.

 
Em entrevista coletiva e acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO nesta manhã de domingo (17), poucas horas antes da largada do GP do Brasil, Doria disse que trabalha junto à Prefeitura de São Paulo e ao Liberty Media, com Chase Carey à frente, para assegurar a renovação de contrato de São Paulo com a Fórmula 1.
 
“Estamos juntos. Essa é uma informação importante para vocês, que essa é uma ação conjunta da Prefeitura de São Paulo e do Governo do Estado de São Paulo.  Estamos absolutamente juntos nesta iniciativa e, no que depender de nós, a F1 vai continuar em São Paulo por mais dez anos, de 2021 até 2030”, salientou.
João Doria falou em reunião decisiva para renovar contrato com a F1 até 2030 (Foto: Governo do Estado de SP)
“Vamos avançar na negociação em dezembro, na 1ª semana de dezembro, com o Chase, com sua equipe, com vistas à formalização do contrato por mais dez anos com a F1 em São Paulo”, disse o político tucano.
 
Doria rejeitou uma possível rivalidade com o Rio de Janeiro e minimizou qualquer tipo de polêmica com o governo federal, avisando que o maior interesse é em manter um evento importante em vários aspectos, tanto esportivo como de turismo e negócios, em São Paulo.
 
“A nossa posição é defender a F1 em São Paulo, e é exatamente isso o que estamos fazendo. Aqui é o local mais adequado, mais apropriado para a continuidade do GP. Nós temos já uma tradição de 38 anos realizando [o GP do Brasil], com enorme sucesso. Os pilotos gostam e apontam o circuito de Interlagos como um dos dez melhores do mundo, um dos mais significativos na vida dos pilotos, de ontem e de hoje”, lembrou Doria, que recordou a entrevista dada por Lewis Hamilton na quarta-feira, avisando que é contra a ida do GP do Brasil para Deodoro.
 
“Você vê a manifestação que o Hamilton publicou ontem, dizendo que não gostaria que o GP do Brasil de F1 deixasse São Paulo. É a opinião de vários pilotos e equipes”, reforçou.
 
“Não quero entrar em debates sobre Rio de Janeiro, sobre o governador Witzel, sobre o presidente Jair Bolsonaro, a quem eu respeito, mas tudo aquilo que a Prefeitura e o Governo do Estado de São Paulo puderem fazer para manter, nós já estamos fazendo, e quero dizer que estou otimista e com a convicção que vamos avançar no sentido da renovação. Agora em dezembro vamos ter a reunião que poderá chancelar e definir essa decisão”, completou.

Nesse sentido, ao ser perguntado pelo GRANDE PRÊMIO sobre o projeto de construção do autódromo de Deodoro, barrado por ainda não ter a apresentação do estudo de impacto ambiental antes da construção do complexo, Doria evitou qualquer comentário, preferindo enaltecer Interlagos e São Paulo como palco do GP do Brasil.

“Acredito na F1 em São Paulo. Prefiro não fazer comentários sobre o Rio de Janeiro, exceto pela vocação do Rio para shows musicais, atividades que vem realizando bastante bem. O Rock in Rio é um exemplo disso. São Paulo tem bem o espírito do Liberty (Media). Conversei com o Chase na vinda dele ao Brasil, e o projeto dele é bem inteligente porque não envolve só os treinos e a F1, envolve um conjunto de atividades que antecedem à F1. Não tenho dúvida de que a F1 continuará sendo realizada aqui nos próximos 11 anos", disse.

 
O GRANDE PRÊMIO cobre in loco o GP do Brasil com os jornalistas Evelyn Guimarães, Felipe Noronha, Fernando Silva, Flavio Gomes, Gabriel Carvalho, Gabriel Curty e Pedro Henrique Marum, e o fotógrafo Rodrigo Berton. Acompanhe todo o noticiário aqui e tudo dos bastidores e das atividades em pista AO VIVO e em TEMPO REAL.

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