Ecclestone define acidente de Bianchi como “muito, muito infeliz” e diz que F1 “sempre será perigosa”

Bernie Ecclestone, o chefão da F1, voltou a falar sobre o acidente que provocou a morte de Jules Bianchi. O inglês reiterou a tristeza pela perda do jovem piloto e ressaltou que, apesar da significativa melhoria da segurança ao longo do tempo, o automobilismo continua sendo um esporte perigoso

A F1 vive o período mais seguro de sua história, mas o perigo sempre vai fazer parte do esporte. A frase é de Bernie Ecclestone ao falar sobre a morte de Jules Bianchi, anunciada na noite da última sexta-feira (17), por meio de um comunicado da família do piloto.

O chefão do Mundial voltou a lamentar a perda do jovem francês, mas ressaltou que, mesmo diante de uma melhora significativa nos níveis de segurança, a F1 continua sendo um esporte de risco. E nunca vai deixar de ser.

"Se você tivesse de escolher ter um acidente hoje de qualquer coisa, com certeza escolheria um carro de F1, porque provavelmente é o mais seguro que se tem", disse o inglês em entrevista à rádio BBC. "O que realmente aconteceu com Jules foi apenas algo muito, muito, muito infeliz", completou o dirigente. "E é claro que é perigoso", acrescentou Bernie.

Bernie Ecclestone (Foto: AP)

"Eles têm 20 corridas por ano, então você vê quantos acidentes acontecem. Fazemos o nosso melhor, sempre fizemos o nosso melhor pela segurança do piloto", explicou.

Bianchi faleceu nove meses depois da fortíssima batida na parte final do GP do Japão, em Suzuka. O impacto sofrido na cabeça com o choque com uma grua deixou de imediato o piloto inconsciente e foi extensivamente danoso, sem dar chance de recuperação. Jules permaneceu em coma durante todo esse tempo e acabou não resistindo à lesão.

No comunicado oficial da morte do piloto, a família não escondeu a tristeza e a dor pela perda do francês. “Jules lutou até o final, sempre o fez, mas hoje a luta chegou ao fim. A dor que sentimos é imensa e indescritível“, afirmou a nota.

Ecclestone também falou sobre as decisões tomadas pela direção de prova durante a corrida japonesa, realizada debaixo de chuva. "Aquele trator não deveria estar lá", admitiu. "Nós sempre nos esforçamos para assegurar que, se o carro escapar e tiver de bater em alguma coisa, que seja nas barreiras de pneus, nos muros de proteção, porque aí é OK", explicou o britânico.

Como resposta aos procedimentos tomados em Suzuka, a F1 tratou de introduzir novas formas de segurança, incluindo a adoção do chamado safety-car virtual, além de medidas para tornar o cockpit ainda mais forte.

Na F1, a morte de Bianchi é a primeira desde os acidentes fatais de Roland Ratzenberger e Ayrton Senna naquele fim de semana do GP de San Marino em 1994.

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