Ecclestone mostra interesse em levar F1 de volta à África do Sul, mas condiciona regresso a bom acordo financeiro

Chefe supremo da F1, Bernie Ecclestone deixou claro que gostaria de ver a F1 de volta ao continente africano, onde não corre desde 1993. Mas, como em todas as outras praças do calendário, o britânico clama por “alguém que banque isso e diga: ‘vamos fazer acontecer’”

A última vez que a F1 disputou uma corrida no continente africano foi em 1993. Naquela última oportunidade, Alain Prost abriu sua jornada a caminho do tetracampeonato com uma vitória no tradicional circuito de Kyalami. Depois disso, a África só teve a chance de receber a F1 em algumas exibições, mas jamais foi palco de outra corrida da categoria.

Bernie Ecclestone, chefão da F1, se mostrou interessado em levar a F1 de volta à África. Mas o britânico de 84 anos condicionou o regresso ao segundo maior continente do planeta a um bom acordo financeiro. Sem isso, nada feito.

A última vez que a África do Sul recebeu a F1 foi em 1993. Bernie deseja levar a categoria de volta ao continente (Foto: Getty Images)

Ecclestone falou ao site ‘South Africa’s Eyewitness News’ sobre os planos que tem para o país na F1. “Se alguém sentar à minha frente hoje, com uma caneta, e querer assinar um contrato, então podemos ter uma corrida no ano que vem. Acho que este é o caso de alguém bancar isso e dizer: ‘vamos fazer isso acontecer’”, disse o dirigente.

A África do Sul foi sede da Copa do Mundo de 2010. E uma das praças mais importantes do Mundial foi a turística Cidade do Cabo, que foi sugerida para ter uma corrida disputada num circuito de rua, nos mesmos moldes do que acontecerá, em 2016, em Baku, capital do Azerbaijão.

Mas Ecclestone acredita que uma eventual prova na Cidade do Cabo não deve acontecer. O dirigente se mostrou irritado por ter de encarar tantas reuniões com autoridades locais sem que isso trouxesse qualquer resultado produtivo.

“Impossível dizer, porque acho que há uma grande chance de ter outra reunião e outra conversa que, no fim das contas, não vai resultar em nada. Tivemos várias sugestões sobre onde a corrida poderia ser: uma das mais sensatas foi na Cidade do Cabo, e tudo sobre uma corrida de rua na Cidade do Cabo parecia que estaria indo em frente, e então não foi adiante. Alguém precisaria falar sobre isso, se posicionar e se comprometer, e não houve ninguém”, bradou Bernie.

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