Em negócio bilionário, dono do Miami Dolphins dos EUA e empresa do Catar fazem oferta para compra da F1, diz jornal

De acordo com reportagem do jornal inglês 'Financial Times', a F1 pode mudar de mãos em um negócio de quase R$ 24 bilhões. Isso porque o proprietário do Miami Dolphins e o grupo de investimentos Qatar Sports estão dispostos a comprar 35,5% das ações da maior categoria do automobilismo mundial. Atualmente, o grupo CVC é o maior acionista do Mundial

A F1 pode mudar de mãos e finalmente entrar no mercado nos EUA. Isso porque o proprietário do Miami Dolphins, time de futebol norte-americano da NFL, está se unindo ao grupo de investimentos Qatar Sports para assumir o controle acionário da F1. Trata-se uma transação que gira entre US$ 7 e 8 bilhões (algo em torno de R$ 24 bi). A informação está em uma reportagem publicada nesta terça-feira (23) pelo jornal 'Financial Times'.

A RSE Ventures, empresa de propriedade do empresário e dono do Miami, Stephen Ross, deseja comprar 35,5%, a maioria das ações da F1, que hoje pertencem ao grupo CVC. O negócio tem o apoio da companhia do Catar, que é dona também do clube francês Paris Saint-Germain.

Stephen Ross, do Miami Dolphins, futuro dono da F1? (Foto: Getty Images)

Qualquer que seja o acordo, segundo a publicação inglesa, Bernie Ecclestone, o todo-poderoso da F1, estará envolvido e terá suas ações compradas pelos novos proprietários. A participação do chefão é de 5%. "Minhas ações serão vendidas em conjunto com as deles [CVC]", afirmou o dirigente.

Ainda segunda a reportagem, a Qatar Sports deseja, em última análise, até comprar a totalidade da F1. Ainda assim, mesmo que Ecclestone venda a sua participação acionária, uma pessoa ligada à negociação revelou que a RSE faz questão de manter o britânico de 84 anos envolvido no negócio. E isso já foi até discutido com o próprio dirigente britânico.

"Eles acreditam que ele faz muito pelo esporte e que pode ajudar a expandir a categoria nos EUA e nos mercados chineses", informou a fonte ao 'Financial Times'.

Entende-se que o negócio deve ser revelado daqui a poucas semanas com uma oferta formal, mas que, no momento, está em fase de aplicação.

Bernie Ecclestone vai junto no negócio (Foto: AP)

O CVC afirmou que não recebeu nenhuma proposta de compra e se recusou a comentar sobre as possíveis negociações. Já Ecclestone declarou que também não há um "acordo sobre a mesa". Ainda, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo), o órgão que regula também a F1, disse desconhecer o assunto e revelou que não recebeu nenhum pedido para a aprovação da transação.

A última grande tentativa pública de compra da F1 veio no ano passado, quando o grupo Liberty Global e a Discovery Communications tentaram comprar 49% das ações da categoria. O negócio não deu certo.

Ross, de 75 anos, é presidente de um grupo de empresas coligadas, além de uma companhia internacional com mais de US$ 20 bilhões em ativos que ajudou a desenvolver o Time Warner Center, em Nova York.

Ross também é dono do Miami Dolphins e vem negociando para levar para a cidade da Flórida uma equipe de futebol em conjunto com David Beckham. A RSE é uma empresa de esportes e entretenimento criada pelo empresário em 2012 e em parceria com Matt Higgins, que era do escritório de operações da empresa responsável por liderar os esforços de reconstrução do local onde ficava o World Trade Center (WTC).

A iniciativa da Catar é justificada porque a F1 representa uma lacuna evidente no portfólio esportivo do país. Porém, de acordo com fontes do jornal, o Catar também acelerou o interesse no Mundial depois do escândalo em curso na FIFA por conta da realização da Copa do Mundo de 2022 no país.

O CVC controla a F1 há quase 10 anos.

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Posted by Grande Prêmio on Terça, 23 de junho de 2015

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