Em nova etapa de ameaças, Ecclestone vira metralhadora para Europa e aponta mais corridas fora do continente

Bernie Ecclestone está pegando fogo. O chefão da F1 poucas vezes passou um período tão afiado nas ameaças para todos os lados. Agora, Ecclestone se vê diante de um calendário que pode se encurtar na Europe e se alongar nos outros continentes

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A roleta de ameaças de Bernie Ecclestone está ligada nos últimos meses. O diretor-executivo da empresa detentora dos direitos comerciais da F1 havia afirmado alguns dias atrás que o calendário da F1 pode ter 18 corridas em 2017 – em comparação com as 21 deste ano. Desta vez, Ecclestone foi além: as provas em vias de deixar o calendário são europeias, provavelmente tradicionais.

 
Em entrevista ao jornal italiano 'La Gazzetta dello Sport', Ecclestone disse que a F1 pode lidar com a queda de duas pistas tradicionais, visto que é um campeonato mundial, não europeu. E, ao contrário do que havia dito sobre o encurtamento do calendário, disse que espera novos circuitos em países não europeus entrando no calendário. 
 
"O próximo calendário da F1 vai perder uma ou duas corridas europeias. Não posso dizer quais, mas os novos países que vão entrar no calendário não são europeus. A F1 não é um campeonato europeu, mas um mundial", disse Bernie.
 
Um dos países ameaçados é a Alemanha. De acordo com o sistema de rodízio entre as duas pistas-sede, 2017 será a vez de Nürburgring. Os problemas financeiros da pista acabaram custando o GP da Alemanha em 2015. Segundo o diretor-geral de Hockenheim, casa do GP em 2016, Georg Seiler, é difícil que seu circuito possa fazer algo para salvar a corrida.
Berni Ecclestone, sempre ele (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
"2017 seria a vez de Nürburgring. Podemos intervir apenas se pudermos pôr fim a qualquer risco" , falou.
 
Sobre a dificuldade de novas pistas, como Sóchi e Baku em capturar fãs, Ecclestone tirou o corpo. "Não é minha culpa, eu não organizo as corridas. É tarefa deles atrair torcedores".
 
Enquanto Ecclestone ameaça Interlagos e Monza, sabe-se que está de olho em pelo menos mais uma etapa nos Estados Unidos. Las Vegas é um sonho antigo do chefão do Mundial.

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