Equipes alertam para queda de desempenho na F1 em 2026: “Pequena diferença para F2”

Williams e McLaren não aprovaram a ideia inicial do novo regulamento e reforçaram a importância de a Fórmula 1 seguir como certame mais rápido do esporte a motor

A Fórmula 1 vai passar por uma completa reformulação em 2026, mas a mudança não está agradando algumas equipes do grid. De acordo com James Vowles, chefe da Williams, e Andrea Stella, mandatário da McLaren, a nova geração de carros, que vai ser mais lenta que a atual, pode se equiparar a um bólido de Fórmula 2 no que diz respeito ao desempenho. E na visão dos dirigentes, isso não é nada bom.

Na última quinta-feira (6), a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) publicou  o novo conjunto de regras para a próxima geração de carros da Fórmula 1. Além da nova regulamentação dos motores, que já estava definida há algum tempo, a entidade estabeleceu que os bólidos de 2026 serão menores, mais leves, mas também produzirão bem menos downforce.

Com a modificação, a tendência é de que o novo modelo continue muito rápido de reta, mas perca bastante rendimento nas curvas. Inclusive, existe a preocupação de que o ritmo de corrida seja similar ao da Fórmula 2. A título de comparação, a principal categoria de acesso teve um ritmo 12s mais lento durante o fim de semana em Ímola

Por isso, James Vowles, chefe da Williams, alertou para a necessidade de a Fórmula 1 manter os carros rápidos para que a categoria continue considerada como o principal certame do esporte a motor.

O novos carros terão um novo MGU-K, com o triplo de potência do anterior
Equipes temem que o novo carro da Fórmula 1 tenha ritmo similar ao da F2 (Foto: FIA)

“É essencial que a Fórmula 1 ainda seja a categoria máxima do automobilismo. É assim que nos vejo, somos o ápice disso. Portanto, é preciso ter certeza de que vamos manter nossa velocidade atual. A diferença de desempenho em relação a um carro de F2 pode ser muito pequena no novo regulamento”, apontou o dirigente.

“Estes são projetos de regulamentos. Só esta semana, na verdade, tiveram duas mudanças que retiraram um pouco do downforce. Estou confiante de que chegaremos a uma solução melhor. Não é que estejamos tão longe. No entanto, é necessário apenas um pouco mais de trabalho”, concluiu Vowles.

Andrea Stella, chefe da McLaren, seguiu uma linha de raciocínio similar a de Vowles, mas reconheceu que as regras ainda são um “rascunho” e podem evoluir de forma considerável para que os carros da Fórmula 1 sejam mais rápidos em 2026 .

“Eu diria que neste momento, da forma como os carros estão na versão preliminar dos regulamentos, eles não são rápidos o suficiente nas curvas, mas são muito velozes nas retas. Portanto, é preciso encontrar um equilíbrio nesses dois aspectos”, finalizou.

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