Ocon vê “equilíbrio perfeito” da Alpine na Holanda. E Alonso reforça confiança nos pneus

Com um bom ritmo nesta sexta-feira de treinos livres no GP da Holanda, Esteban Ocon elogiou o "equilíbrio perfeito" do A521 no circuito de Zandvoort. E Fernando Alonso reiterou confiança nos pneus Pirelli

Vettel precisou ser bombeiro durante o TL1 e se irritou com os problemas (Vídeo: Reprodução/F1 TV)

Em um circuito quase inédito para boa parte do grid da Fórmula 1, os treinos livres desta sexta-feira (03) em Zandvoort foram extremamente importantes. A Alpine, por exemplo, conseguiu um bom ritmo: na segunda atividade do dia, Esteban Ocon finalizou a apenas 0s172 do líder Charles Leclerc, enquanto Fernando Alonso ficou em sexto lugar, a 0s358. E por isso, para Esteban Ocon, o dia foi de só elogios. Com a ajuda do simulador, o francês explicou que o acerto do A521 foi o mais próximo do perfeito em toda a temporada de 2021.

“O carro parecia muito forte. É o mais próximo de um equilíbrio perfeito que tivemos até agora neste ano. Foi um prazer guiar aqui, é divertido e esperamos que seja assim amanhã”, disse ele, em entrevista à emissora britânica Sky Sports, após o treino.

“Continuamos a fazer ajustes quando chegamos à pista, mas definitivamente pegamos coisas do simulador que teriam levado algum tempo para descobrir aqui. Então é bom termos trabalhado tanto no simulador, nos deixou mais próximos da realidade”, explicou.

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Esteban Ocon foi o terceiro mais rápido no TL2 do GP da Holanda (Foto: Alpine)

No entanto, Fernando Alonso, seu parceiro de equipe, entende que o circuito holandês não é feito para carros de F1 — sobretudo, pelas inclinações que não são tão amigáveis com a asa dianteira e o carro mais perto do solo. Além disso, a grande questão do fim de semana, pensando principalmente nas curvas inclinadas, são os pneus. Já que a Pirelli não tem compostos específicos para pistas como a de Zandvoort, os pilotos precisarão de muita cautela para não perderem o controle quando os pneus estiverem mais desgastados.

Isso nos lembra à corrida de seis carros em Indianápolis no GP dos EUA de 2005 e a grande polêmica por conta dos pneus Michelin. Por conta do grande perigo em correr na pista reasfaltada do circuito de Indiana, os pneus da Michelin, uma das duas fornecedoras da época, estavam sendo danificados, causando as perdas de pressão e vários acidentes, desde Ralf Schumacher ao brasileiro Ricardo Zonta nos treinos livres.

Embora a classificação tenha acontecido normalmente, as equipes esperaram por uma decisão da FIA para evitar mais acidentes, mas ela nunca aconteceu. Por isso, as equipes que usavam os compostos da Michelin retornaram aos boxes após a volta de apresentação e deixaram as que usavam Bridgestone no grid — Ferrari, Minardi e Jordan. Assim, Michael Schumacher, da Scuderia, foi o vencedor de uma das corridas mais controversas da F1.

Mas, agora, 16 anos mais tarde, o #14 diz que não está preocupado e confia na marca parceira da F1 desde 2011: “Acho que será interessante ver como os carros de Fórmula 1 vão se comportar a toda velocidade nesses tipos de curvas”, disse o asturiano, em entrevista ao site da revista britânica. “Claro que os carros não são feitos para esses tipos de curvas. Isso porque eles [os carros] e as asas dianteiras são muito próximos ao solo. Mas há coisas que aprenderemos apenas praticando, vamos ver”, declarou.

“Não estamos preocupados com isso, confiamos totalmente nos números e simulações da Pirelli. Se eles não fizeram um pneu especial para este fim de semana, é porque os atuais estão ótimos. Confio neles completamente”, concluiu Alonso.

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