Ex-chefe lamenta por deixar “bom pessoal que trabalha na Alpine” após demissão na F1

Otmar Szafnauer, demitido com chefe da Alpine, afirmou que a companhia fez um monte de elogios apesar de tirá-lo do comando

A Alpine chega à metade da temporada apinhada por mudanças para o futuro na Fórmula 1. Nas últimas duas semanas, trocou diretor-executivo, esportivo e técnico, além de chefe de equipe. Otmar Szafnauer, que comandou o time ao longo de um ano e meio, saiu de cena após o GP da Bélgica do último fim de semana. E saiu dizendo que a única tristeza é pelas pessoas que deixa para trás na fábrica de Enstone.

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De acordo com Szafnauer, que antes de chegar à Alpine esteve por quase uma década na estrutura que passou de Force India até Aston Martin, passando por Racing Point, lamentou que deixe de trabalhar ao lado de bons profissionais. Mas também garantiu que, apesar da demissão no meio de um campeonato, recebeu elogios da companhia francesa.

“Por tudo que a equipe disse, realmente gostaram dos meus 18 meses com eles. Viram habilidades de liderança que eu trouxe, gostaram do que fiz, como tratei pessoas, com respeitei as pessoas, como motivei, todas essas coisas”, afirmou.

Alpine vive momento de instabilidade na F1 2023 (Foto: Alpine)

“Isso significa muito para mim. Ser uma pessoa decente te leva longe na vida. Então, estou triste pelas boas pessoas que trabalham lá. Não estou triste por mim ou ninguém mais a não ser pelo bom pessoal que trabalha na Alpine”, continuou.

Como tem um acordo de confidencialidade com a equipe quanto à decisão, Szafnauer não quis entrar em detalhes, mas quis homenagear o diretor-esportivo Alan Permane, demitido junto com ele. Permane estava na equipe desde o fim dos anos 1980, quando ainda se tratava da Benetton.

“Alan é um dos melhores no pit-lane: 34 anos no mesmo lugar. Ele e eu trabalhamos juntos no pit-wall. Ele entende muito, e eu só ajudava naquela pequena margem de vez em quando. Isso me deixava olhar ao redor para saber o que estava acontecendo. Eu ajudei, mas Alan é um profissional de verdade que realmente entende a F1”, continuou.

Por fim, fez uma breve análise da situação da Alpine após a corrida de despedida.

“Olho para todas as corridas para ver como estamos na ordem de forças, o que poderíamos ter feito melhor e quem podíamos ter superado. Esteban foi de 15º para oitavo e terminou 1s atrás de [Lando] Norris. Como ele mesmo disse, se tivesse mais uma volta teria batido Norris. Eu olho para esse tipo de coisa”, apontou.

“Eles [McLaren] têm, no motor, 0s750 [de vantagem para a Alpine]. O que dá 30s numa corrida. Ocon classificou numa posição diferente. O ano tem sido de altos e baixos. Em Silverstone, parecia que a McLaren ia sumir na frente. Em Spa, terminamos a corrida 1s atrás. Essas coisas é que preciso avaliar, porque é uma resposta condicionada comigo. É o que eu faço”, finalizou.

Fórmula 1 entrou de férias e retorna somente no fim de agosto, entre os dias 25 e 27, com o GP da Holanda, em Zandvoort, 12ª etapa da temporada 2023. E o GRANDE PRÊMIO acompanha tudo.

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