F1 e personalidades do automobilismo se reúnem em catedral da cidade de Nice para se despedir de Bianchi

O grid da F1 marcou presença na despedida de Jules Bianchi, cujo funeral aconteceu nesta terça-feira (21) em Nice, no sul da França. O piloto morreu na última sexta-feira aos 25 anos nove meses depois do acidente no GP do Japão

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A F1 esteve reunida nesta terça-feira (21) para uma ocasião extra-pista e nada especial. Grande parte dos pilotos da categoria e dirigentes das dez equipes que compõem o Mundial, sobretudo a Manor, que assumiu o controle da Marussia, acompanharam o funeral de Jules Bianchi na catedral Sainte-Réparate‏, no centro de Nice, na França.

Por volta de 10h locais (5h em Brasília), o corpo de Bianchi foi levado à catedral, sendo carregado por parentes e amigos. A chegada foi marcada pelo toque de sinos, aplausos e a música 'Hotel California', da banda Eagles.

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O funeral de Jules Bianchi aconteceu na manhã desta terça-feira na cidade de Nice, na França (Foto: AP)

Os colegas de Bianchi estiveram em peso: Lewis Hamilton e Nico Rosberg, protagonistas da disputa pelo título deste ano, são acompanhados por Sebastian Vettel, Felipe Massa, Pastor Maldonado, Nico Hülkenberg, Jenson Button, Daniel Ricciardo, Marcus Ericsson, Roberto Merhi, Esteban Gutiérrez e Adrian Sutil.

A Ferrari mandou uma comitiva liderada pelo chefe Maurizio Arrivabene, que contou também com Luca Baldisseri (responsável pela Academia de Pilotos), Massimo Rivola (diretor esportivo) e do assessor de imprensa Alberto Antonini.

Durante a missa, a família deu sua última mensagem, em francês. "Nós vamos ser fortes por você até o fim. Sua coragem, força e dignidade vão sempre estar gravados em nós.‏ Qualquer coisa que acontecer, tristes ou amedrontados, sabemos que você vai estar lá. Suas crianças, como você dizia, você sabe como protegê-las. Sua falta será uma provação dolorosa‏. Mas saiba que nós vamos amar você para sempre."

Entre os franceses, Romain Grosjean está acompanhado de sua esposa, Marion Jones, além de Jean-Éric Vergne, do presidente da FIA, Jean Todt, do chefe da McLaren, Éric Boullier, e de Alain Prost. Outra figura local é Adrien Tambay, filho de Patrick Tambay e que corre no DTM. 

Atualmente como reserva da Ferrari e titular da Andretti na F-E, Vergne foi um dos poucos a falar. "Hoje é um dia especial. Um dos maiores pilotos nos deixou, mas com um lindo presente. Ele foi uma grande pessoa, fora e dentro da pista. Seu nome vai ficar escrito na história da F1. Ele está entre os grandes e sempre vai estar em nossos corações", disse.

Bianchi morreu na última sexta-feira à noite. Sua morte foi confirmada por um comunicado emitido pela família.

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Pilotos da F1 prestam última homenagem a Jules Bianchi (Foto: AP)

O acidente que vitimou Bianchi

Na volta 43 do GP do Japão do ano passado, Bianchi perdeu o controle na curva 7 e acertou em cheio o guindaste que tinha entrado na área de escape para remover o carro de Adrian Sutil, que tinha batido no giro anterior. Socorrido ainda na pista, Jules foi levado ao hospital e submetido a uma cirurgia de cerca de 4 horas. Um boletim médico divulgado pela Marussia dois dias depois da batida informou que o piloto de 25 anos sofreu uma lesão axonal difusa, que é uma lesão ampla e devastadora e que, em mais de 90% dos casos, deixa suas vítimas em coma definitivo.

 
Sete semanas após o acidente, Jules foi transferido para um hospital em Nice, na França, onde permaneceu inconsciente até o fim.
 
Após o acidente de Bianchi, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) reuniu uma comissão de notáveis para investigar o que aconteceu em Suzuka. Após o estudo, os especialistas concluíram que o piloto falhou ao não reduzir o suficiente a velocidade ao contornar a curva 7 e minimizaram a presença de um trator na área de escape sem que o carro de segurança fosse acionado.
 
O grupo, presidido por Peter Wright e que contava com mais nove pessoas, dentre elas o bicampeão Emerson Fittipaldi e os ex-dirigentes da Ferrari Ross Brawn e Stefano Domenicali, constatou que se Bianchi tivesse tirado o pé, não teria perdido o controle do carro. Também foi apontada uma falha nos sistemas de segurança da Marussia, embora ela não tenha sido determinante para o que ocorreu.
 
Como homenagem, a FIA decidiu aposentar o #17, o primeiro número a ser proibido no Mundial, que adotou numeração fixa para os pilotos no ano passado. Nem mesmo o #13, que é considerado um número de azar e foi banido de algumas competições meramente pelo fator de superstição, está barrado na F1 e é usado por Pastor Maldonado.
A medida adotada pela FIA não é incomum no esporte a motor. No Mundial de Motovelocidade, por exemplo, a FIM (Federação Internacional de Motociclismo) aposentou o #58 de Marco Simonecelli da MotoGP, como já tinha feito com o #74 de Daijiro Kato e o #48 de Shoya Tomizawa.

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