F1 revela gasto de “milhões” para aprontar novas regras: “Pesquisamos até a morte”

Diretor-técnico da categoria, Pat Symonds detalhou o processo de pesquisa para a formulação dos novos carros da temporada de 2022 da F1

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As amplas mudanças nos carros da Fórmula 1 em 2022, tida como uma das maiores de todos os tempos, contaram com um processo de pesquisa caro e detalhado. Pelo menos, é o que garante Pat Symonds, diretor-técnico da principal categoria de automobilismo no mundo.

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Para solucionar a dificuldade que os pilotos têm ao seguir outro carro por um longo período de tempo, a categoria exerceu papel de liderança nas pesquisas para o regulamento da temporada de 2022. O objetivo era diminuir o ar sujo descartado pela traseira dos carros e que repelia quem vinha atrás, causando turbulência e enorme desgaste de pneus de do carro. Assim, intenção é aumentar possibilidade de ultrapassagens.

“Quando começamos essa operação, em 2017, mirando as mudanças para o carro de 2021 [que foram adiadas em um ano devido à pandemia], nós jogamos um monte de recursos, milhões de libras – o que nunca foi feito antes. Pesquisamos até a morte!”, contou Symonds.

Pat Symonds, à direita, nos tempos de Williams, em 2015 (Foto: WIlliams)

“Nós pesquisamos muito! Fomos muito autocríticos. Engajamos os times e permitimos que eles fossem críticos. Essa quantidade de trabalho nunca havia sido colocada em novos regulamentos antes, seja na parte aerodinâmica, pneus, motor, qualquer coisa”, concluiu o diretor.

Além de Symonds, outro grande responsável pela formulação das novas regras também explicou um pouco mais do processo. Chefe de aerodinâmica da FIA, Jason Somerville falou de pormenores técnicos envolvidos nas pesquisas.

“Nossos modelos de CFD (Computational Fluid Dynamics, no original) variam de 150 a 600 milhões de células e operam em AWS (Amazon Web Services, no original – sistema de dados estatísticos avançados usado pela F1) de alta especificação”, revelou.

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O CFD é uma tecnologia de computação que calcula diferentes componentes da área aerodinâmica dos carros e, por isso, foi apelidada de túnel de vento virtual. Já o AWS compõe sistemas de computação em nuvem.

“No total, conduzimos cerca de dez mil simulações de CFD!”, finalizou Somerville.

Os novos carros da F1 vão à pista em conjunto pela primeira vez entre os dias 23 e 25 de fevereiro, com os testes coletivos de Barcelona; depois, entre 10 e 12 de março, outra sessão, agora no Bahrein. No mesmo Bahrein, a temporada começa no fim de semana de 20 de março.

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