Alonso diz que quem aproveitar novas regras vai dominar F1 por “quatro ou cinco anos”

O piloto da Alpine afirmou que as equipes da Fórmula 1 não podem oferecer garantias aos pilotos, mas considerou que o teto orçamentário pode beneficiar as estruturas que costumam fazer bons trabalhos com orçamentos enxutos

Fernando Alonso acredita que as novas regras vão resultar em uma ou duas equipes dominantes na Fórmula 1. O bicampeão, no entanto, considerou que é difícil prever quem será a nova força, já que não existe garantias de quem vai acertar a mão com a nova geração de carros.

Na visão de Alonso, a escuderia que começar 2022 na frente deve manter a vantagem por algum tempo, ainda que as demais estruturas consigam reduzir o atraso aos poucos.

Fernando Alonso apostou em uma nova era de domínio na Fórmula 1 (Foto: Alpine)

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Na próxima temporada, a Fórmula 1 vai adotar um novo regulamento, que vai simplificar a aerodinâmica. No mês passado, o Mundial apresentou um carro-conceito de visual futurista. As asas, tanto dianteiras quanto traseiras, serão simplificadas. Os bargeboards, estrutura na lateral dos carros, serão completamente eliminados. Os sidepods, entradas laterais de ar, também terão de ser redesenhados. Na dianteira, o bico se torna ainda mais baixo, com perfil que não era visto desde o começo dos anos 1990.

O titular da Apine ressaltou que até mesmo equipes que hoje dominam o campeonato estão preocupadas com a chegada das novas regras, já que é impossível apresentar garantias.

“Basicamente, não existe garantia e sensação que possamos colocar no futuro de nenhuma equipe”, disse Alonso. “Provavelmente, até mesmo as equipes de ponta que estão dominando o esporte estão acertadamente preocupadas com as novas regras e a maneira como vão interpretar esses carros”, seguiu.

“O que veremos no próximo ano, nas primeiras corridas ou no primeiro ano dessas regras, eventualmente será o mesmo resultado por quatro ou cinco anos”, opinou. “Uma equipe que é dominante no início de um regulamento, parece manter essa vantagem por anos. Todos se aproximam mais e mais, mas são os mesmos que vencem”, explicou.

Em meio à dança das cadeiras, Alonso considerou que é importante acompanhar a ação dos jovens pilotos, já que nenhuma equipe pode garantir que vai acertar a mão no desenvolvimento dos carros. Além disso, o espanhol avaliou que o teto orçamentário pode beneficiar equipes que normalmente não gastam fortunas na Fórmula 1.

“O próximo ano será bastante interessante, especialmente para os jovens pilotos, como eles decidem o futuro, pois nenhuma equipe tem a garantia de que terá uma boa performance”, falou Fernando. “No nosso caso, eu não sei. Esta equipe sempre foi muito inteligente em interpretar as regras, sempre lutou. Não é a equipe que gastou muito dinheiro na Fórmula 1 no passado”, considerou.

“Acredito que com o teto orçamentário, existe alguma vantagem para este tipo de equipe, que é mais eficiente em termos de dinheiro e resultados também. Acho que existe a chance de tirarmos a diferença, mas, certamente, não existem garantias”, concluiu.

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