Ferrari voa em Paul Ricard e se põe favorita, enquanto Red Bull busca ritmo de classificação

A Ferrari comandou o primeiro dia de treinos do GP da França. Ninguém conseguiu andar no ritmo da escuderia, especialmente em volta única. A Red Bull trabalhou muito e, embora tenha um ritmo consistente de corrida, precisa achar uma performance melhor para a classificação de sábado. Mas ambas – e o grid todo – ainda precisam entender o desgaste dos pneus no calorão francês

Embalada por duas vitórias em sequência, a Ferrari se colocou novamente forte e comprovou o acerto das atualizações recentes que promoveu na F1-75. E ainda que tenha de lidar com as consequências da confiabilidade frágil de sua unidade de potência, a equipe italiana é capaz de entregar um carro rápido a seus dois pilotos. É também sintomático notar que a alta performance ferrarista segue em uma pista diferente e sob condições extremas. No caso de Paul Ricard, o calorão que caracteriza o verão europeu de 2022. Daí entende-se a dobradinha puxada por Carlos Sainz nesta sexta-feira (22).

O espanhol foi o mais rápido do dia com a marca de 1min32s527 – apenas 0s101 melhor que seu companheiro de equipe, Charles Leclerc. Torna-se mais evidente a posição de liderança da Ferrari quando a tabela mostra Max Verstappen na terceira colocação, com uma assombrosa diferença de meio segundo. Parte desse desempenho também tem a ver com as peças novas que a escuderia levou para Le Castellet, em uma tentativa de aprimorar o acerto do carro vermelho.

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Durante o TL1, um novo assoalho foi testado por Sainz. A ideia é ampliar o downforce e reduzir o porpoising, já visando os novos critérios da diretiva da FIA (Federação Internacional de Automobilismo). Ainda que o circuito francês tenha trechos de alta velocidade, há curvas de baixa e setores sinuosos que pedem uma configuração média do ponto de vista da carga aerodinâmica. Então, dá para dizer que a Ferrari vive um começo promissor na França, comandando tanto a primeira parte do traçado, quanto a longa fase final. Quer dizer, o carro parece responder bem em situações distintas. E chamou a atenção o ritmo de classificação, o que já coloca os italianos no posto de favoritos neste sábado.

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De novo, a F1-75 é o carro a ser batido neste quesito, principalmente pela eficiência em curva – a Red Bull continua melhor em reta. “As sessões correram muito bom hoje, nosso ritmo de classificação foi excelente, agora, vamos focar no ritmo de corrida. Estou confiante de que estaremos prontos quando o domingo chegar, temos ciência onde precisamos melhorar”, disse Leclerc.

De fato, o desempenho de prova ainda é incerto, principalmente por causa do calor e do quanto deve afetar os pneus. É razoável dizer que, neste momento, a Ferrari é quem melhor entende o desgaste dos compostos, mas as altas temperaturas seguem como uma questão a ser respondida. “O gerenciamento de pneus será fundamental, uma vez que as temperaturas estão muito altas neste fim de semana”, completou o monegasco, vice-líder do Mundial.

Além dos pneus, os italianos ainda terão de lidar com a punição a Sainz pela troca de peças do motor. O madrilenho vai perder posições no grid e terá pela frente uma corrida de recuperação. A notícia é muito boa para a Red Bull, claro, mas especialmente porque os taurinos enfrentaram uma sexta-feira complicada em que não foram capazes de igualar o ritmo de classificação da adversária, ainda que tenham apresentado uma performance mais linear na simulação de prova.

Verstappen se queixou da configuração do RB18 por causa de um desequilíbrio no primeiro e no terceiro setores – o carro saía de traseira na parte inicial e, depois, de frente. Max também pediu que a Red Bull se concentrasse no melhor acerto para a classificação. O holandês não quer perder a chance de sair da primeira fila no domingo. Isso porque os energéticos possuem um desempenho de prova mais eficiente. “O ritmo de corrida não é tão ruim, mas os pneus neste calor são muito difíceis de avaliar. Sabemos, no entanto, que há muito trabalho a fazer. Esta pista é muito dura com os pneus e não é possível fazer uma comparação com o que aconteceu na Áustria. Em geral, são necessárias mais algumas voltas para tentar entender melhor a situação”, explicou o líder da temporada.

Portanto, a Red Bull tem suas armas para combater a Ferrari, só parece precisar de ajuste melhor para o sábado. As dificuldades encontradas por Sergio Pérez, apenas o décimo e a 1s5 de Sainz, são uma prova do estranho déficit dos energéticos.

De qualquer jeito, as duas ponteiras disputam um campeonato à parte neste início de fim de semana. Isso porque a Mercedes segue distante. George Russell foi quem mais se aproximou – ficou a 0s7 do espanhol da Ferrari. Lewis Hamilton surgiu em quinto a quase 1s da liderança. “Hoje ficamos em quarto e quinto, então é nesta região que estamos. Não digo que não podemos brigar pelo pódio, acho que podemos estar lá. Só não estamos tão rápidos como os caras da frente, estamos um pouco mais atrás do que na última corrida”, falou o heptacampeão.

Lewis Hamilton disputou apenas o segundo treino do GP da França, em Paul Ricard (Foto: Sylvain Thomas/AFP)

“O carro não é espetacular aqui. Não sabemos o motivo, mas espero que possamos dar um passo durante a noite. É em toda curva, vamos ter que mergulhar nos dados, mas o sentimento é que falta downforce. Fora isso, está tudo bem, só posso ter empatia pelos caras que estão mais atrás”, completou.

Mas há algo que a Mercedes pode comemorar. Incrivelmente, o calor não parece um vilão – ao menos não para a definição do grid. “Certamente não teremos problemas de aquecimento na classificação”, falou Russell.

GRANDE PRÊMIO acompanha AO VIVO e EM TEMPO REAL todas as atividades do fim de semana do GP da França. No sábado, o TL3 está marcado para as 8h (de Brasília, GMT-3) – depois, a classificação inicia às 11h.

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