FIA garante legalidade de freios da McLaren em inspeção pós-corrida no GP de Miami

O domínio da McLaren no GP de Miami rendeu mais uma inspeção da FIA sobre o design dos freios traseiros da equipe inglesa, alvos de dúvidas de outras equipes em relação à legalidade

A capacidade dos carros da McLaren de controlar a temperatura dos pneus traseiros despertou imediatamente algumas desconfianças das equipes rivais da F1 sobre a legalidade dos freios ingleses. O próprio GP de Miami foi um exemplo, e o resultado da soberania britânica foi uma vitória acachapante, com direito a 1-2 e distância de 37s6 para o terceiro colocado, George Russell. Com isso, uma nova inspeção foi feita pela FIA após a prova — e nenhuma irregularidade foi encontrada.

Segundo o portal inglês The Race, a entidade que rege o esporte fez uma análise “mais detalhada” sobre o design dos freios traseiros da equipe, ainda na noite de Miami, mas declarou que o conceito está dentro das regras. Não foi a primeira inspeção, porém, já que reclamações de outras equipes — em especial a Red Bull — geraram outras análises anteriores. Até agora, nada de ilegal foi encontrado.

A desconfiança dos outros times surgiu devido à capacidade da McLaren de controlar as temperaturas dos pneus traseiros de forma muito mais eficiente que as outras equipes, o que naturalmente faz com que os compostos se desgastem menos.

Para obter esse efeito, a McLaren encontrou uma forma de resfriar a superfície externa dos tambores traseiros, o que torna a desaceleração da roda mais eficiente e menos quente. Ou seja, a equipe encontrou o equilíbrio entre conseguir esquentar os discos e não transferir calor demais para as rodas. O resultado é uma frenagem muito mais equilibrada e que cuida melhor da borracha.

Oscar Piastri venceu e ampliou vantagem na F1 (Foto: AFP)

A grande questão é que as rivais não entendem como a McLaren faz isso, o que levou a teorias de que a equipe estaria operando em uma “área cinzenta” do regulamento. O portal ainda informa que a Red Bull levou à FIA imagens térmicas que mostram pontos frios ao longo dos tambores traseiros do carro britânico, mas nada de irregular foi encontrado nas análises.

Apesar da inspeção, não houve uma oficialização por parte da FIA sobre o assunto, e um pronunciamento não é esperado até o GP da Emília-Romanha, próxima etapa da temporada. Ainda assim, como o time não foi notificado sobre nenhuma irregularidade, a expectativa é de que qualquer posicionamento da entidade venha sem consequências.

CEO da McLaren, Zak Brown assegurou que o equipamento está dentro das regras, enquanto o chefe Andrea Stella ressaltou o trabalho dos engenheiros por desenvolverem um carro que consegue trabalhar tão bem as temperaturas dos pneus — algo que tem sido uma dor de cabeça para muita gente.

“Quero aproveitar a oportunidade para elogiar o trabalho que tem sido feito pelos engenheiros da McLaren, que identificaram esses fatores e fizeram um design que é prático e rende esses benefícios. Dominaram um dos assuntos que ainda são tidos como uma espécie de ‘magia negra’ da F1, que é lidar com os pneus. Estou muito orgulhoso da equipe”, destacou.

Fórmula 1 retorna de 16 a 18 de maio para o GP da Emília-Romanha, em Ímola, o primeiro da temporada 2025 na Europa.

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